
Sigo pela rua, de peito aberto para encontrar aquilo que ela tem pra me oferecer. Logo em frente encontro uma moça que fazia bichinhos com bexigas, entrei na fila e ganhei um.
Percebi que aí estava a possibilidade de se formar algo. Um jogo, uma forma concreta de contato com o público, que até então estava um tanto receoso comigo. Um simples pato de balão foi o que ela me fez. Foi automático, é como se o pato tivesse tomado vida, e passou a ser meu amigo. Eu cuidava dele e ele de mim. Sem querer construir uma informação em mim, ou buscar algo externo, quando me dei conta, eu era o pato. Desde a forma física até o som. E assim passei uma boa parte da manhã interagindo com as pessoas. Eu acreditava e era quase impossível o meu interlocutor não ser tomado pela minha crença. Eu e meu pato verde e perigoso.
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