Esse é o blog do Ospália. Aqui você poderá ver o que acontece e o que não acontece nos projetos Ospaliantes. Além de informações variadas sobre palhaços e arte de maneira geral.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O palhaço

Venerável vulnerável
A mercê de si, a mercê da vida
Como qualquer um, mas com a coragem de transparecer



Palhaças naturistas?

domingo, 26 de dezembro de 2010

Acontecimentos de fim de ano

Esse fim dia ano está sendo de grandes acontecimentos, após o encerramento do primeiro encontro de palhaços de Itajaí, eu e Charles embarcamos para Anjos do Picadeiro 9, que foi algo que jamais esquecerei e voltarei a esse festival!! Estar com mais de 300 palhaços reunidos, podendo conhecer seus espetáculos, os grandes mestres da arte do palhaço; foi lindo, poético, motivante, emocionante foi FODA!

E então fiquei sabendo do palco aberto que ia rolar, espaço para quem estava iniciando nessa arte! Então, lá fui, o penúltimo a se apresentar, nervoso pra burro! Além disso fui obrigado a diminuir meu número para ficar dentro da programação do evento...ou seja, fiquei muito mais nervoso e pra fechar com chave de ouro no final do espetáculo caiu a lona e o sino da igreja batendo nesse mesmo momento, ou seja, foi inesquecível hahahahahahah lá infelizmente ou felizmente não rolou a relação, mas como disse o Julio Adrião para mim e para o Charles "cara já to feliz que vocês estão indo para roda!"

Após isso seguimos em frente meu amigo Emerson Espindola que também estuda o palhaço me ajudou com a direção do meu numero, pow meu deu uma grande ajuda! Fizemos até a experiência de ensaiar chapado ahahhaahah
Depois no dia seguinte ensaiamos 100% consciente! Marcamos uma apresentação no teatro de apartamento que o grupo dele está fundando no RJ, foram amigos e algumas pessoas do elenco do HAIR (Espetáculo musical do RJ) dessa vez não caiu lona nem sino da Igreja e rolou a relação com o público foi muito gratificante fazer aquela apresentação devido ser um público totalmente artístico e "exigente". Logo ao fim da apresentação rolou um bate-papo muito legal!

E para fechar com chave de ouro a viajem ao RJ participei da oficina do Marcio Libar! Meu irmão taí uma das coisas que eu jamais vou esquecer na minha vida!!! Como diz ele é uma sociedade secreta só participando para poder entender..... porque se eu contar ninguém vai acreditar!!! Lá eu entendi quando eles dizem que você perde toda sua dignidade para encontrar a dignidade do palhaço!! "ser quem se é ou ser quem os outros querem que você seja?" Márcio Libar!
Entre no seu verdadeiro fluxo da vida que as coisas iram acontecer a seu favor!! Libar!!

Agora já em Itajaí pilhado com tudo que aconteceu! Mais uma direção do meu amigo que colocou mais pilha em mim para fazer uma apresentação na rua exatamente Hercílio Luz na frente do museu, como diz o Libar, Renê agora não tem mais volta cara!!! Lá foi eu primeira apresentação na rua exatamente no dia 24 de dezembro de 2010.... adivinha nervoso pra burro!! me arrumei improvisei uma coxia deixei minha caixa no centro do "picadeiro" lá fui eu tentar abrir uma roda! um convite aqui outro ali, mais um aqui outro ali, para minha alegria as pessoas foram parando e fiz amizade com o cara da loja da frente fui lá e divulguei no microfone dele ai consegui aumentar mais ainda e lá fui eu prá roda!
Comecei muito nervoso e emocionado com a quantidade de pessoas que estavam ali e com medo de ser preso!....fui me soltando.... o público foi gostando e foi parando mais pessoas e eu fui me divertindo..... e advinha só as crianças se divertiram muito e com elas os adultos e claro eu hahahah fechamos com quase 100 pessoas todos gritando UHUUUUUUU E YESSSS!!!
faturei muito nessa apresentação e não é de dinheiro que estou falando!!!

E tudo isso nasceu aqui no Ospália!!! E só está começando esse caminho do clown que não dá a lugar nenhum mais pelo menos agente se encontra (Alain Vigneau)

até logo
fiquem bem
Renê Carvalho
Com o Palhaço Canela ou Kanela

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ata da Cerimônia do Chá, do dia 13 de Novembro de 2010 ( calendário gregoriano). Dentro do primeiro encontro de palhaços de Itajaí

Durante o encontro de palhaços de Itajaí tivemos a cerimônia do chá, um momento de reflexão sobre o trabalho de palhaço. Segue aqui um apanhado de expressões da cerimônia. Digitado smultâneamente esse documento não se preocupa com a linearidade do discurso mas sim com a espontâneidade ( ou não) do texto assim como na fala. Como foram vários digitadores o próprio texto tem diferenças de escrita.

Pena não poder compartilhar o Chá e os biscoitos.... Fica pra próxima.

Digitador:Charles

Bastão – James
Depois do cabaré eu já falei algumas coisas importantes dentro do Ospália. Algumas coisas vale a pena salientar. do empenho e de ...de....de dessa força ....
Essa iniciativa do Charles...é legal.
O trabalho de grupo é dificil. Dentro da Carona enfrentamos essa dificuldade em decorrência dessa grupalidade. Quando o Charles me convidou, e nós estávamos no primeiro encontro na casa da Laércio e da Jô. Quando eu vi 18 pessoas, eu me perguntei quanto ficariam... achei que fosse a metade e na verdade foi menos da metade que ficou.
Essa idéia do projeto, eu vejo como algo novo. E interessante e mais bacana ainda se desses......na carona tínhamos um grupo de pesquisa.....e lá agente tinha essa idéia que está no Ospália...
Esse tipo de trabalho onde sabíamos o que queríamos pesquisar, mas sem ter a menor noção de onde vai dar.
O resultado pra mim é bem nítido. A diversidade de cenas, onde cada um trabalhou o que queria e não queria mostrar.
O prazer pra mim foi maior ainda vendo vocês em cena ontem. Porque na cena apareceu coisas, sutilezas que só puderam aparecer com o público. O trabalho do clown depende do público.
público não pode ver que não funcionou o que fizemos. Temos que fazer que os erros pareçam que faziam parte do script.
Muitas coisas que o Renê trouxe funcionaram muito bem em cena. E se ele tivesse se podado antes de trazer, talvez ficasse sem coisas muito boas.
Eu sou o James e disse isso!
James passa o Bastão

AHOW

BASTAO CAIU

Bastão - Elenice
Não participei de todo o processo, só do retiro eu era uma pessoas amargurada e aí apareceu jesus na minha vida e tudo transformou-se.
Ahow
Digamos que as coisas se encontraram...as transformações se encontraram da vida e do palhaço.
Mais do que nariz assim...enfim..tudo o que eu estou aprendendo...são as pessoas que eu estou tendo contato
Quero dizer para a Jô que foi maravilhoso entrar no olhar do Laércio.
"recordação de um exercício do retiro sobre olhar"
A primeira pessoa que eu olhei foi o Laércio...hehehahahahheheh
Eu não estudei muito palhaço...mas essa coisa do palhaço...independente se ele é troncudo o palhaço tem que estar em relação.
Quero dizer que foi muito bom ver o Renê tirar a roupa.
Eu sou a Elenice e disse isso!
Elenice passa o Bastão

AHOW

Bastão - Renê
Pô pra mim
Conheci o palhaço a idéia do palhaço
é pra mim...foi um presente muito especial, fiz algumas oficinas....ai encontrei o Charles e ele me convidou para participar
Agradecer a todo mundo, agente é diferente, mas estamos nessa proximidade...onde cada um tem uma postura. E tivemos que lidar com as opiniões diferentes, e foi muito bom estar com vocês esse tempo todo.
"começa a fingir um choro"
Agradecer a todo mundo que foi muito massa
Acho que não aprendi tanto quanto de quando eu tava...acho que não posso falar isso...
É como a frase que o Charles fez...a comemoração de um pas....como é que é mesmo...?
Eu sou o Renê e disse isso!
Renê passa o bastão

AHOW

Várias fugas diferentes

Borboleta feiticeira
É a ata
Ninguém pensou em trazer uma filmadora?
Quem que estar?

Digitadora: Elenice

Bastão - Charles
Muito bom experimentar
Tentar se livrar da pressão, da culpa, de querer fazer algo bom, a melhor coisa do mundo. Claro que você tem que aperfeiçoar a técnica, mas livrar-se de uma cobrança desnecessária.
Significativo foram os encontros de quinta-feira. O número era passado e todos assistiam e palpitavam gerou uma série de conflitos: Às vezes conseguia aceitar e transformar. O outro mal e bonzinho e coitado de mim
Tocar em frente, fazendo é bem mais difícil
Abri mão da cena
Abri mão da data do cabaré
Renê com o numero dele, novidade de Blumenau, a outra cena tava boa, tira o strip, escuto os outros ou eu, e optou ficar com strip.
A Janine, cena com fala, direção solo, descascou pau, deu vontade de estrangular e pegar no colo, que guria lesada. Porra olha só ela tem tanta coisa boa para dar.
Como passar deles? A coisa da condenação é difícil de passar.
Confecção de textos, reflexão de autogestão.
Como se autogerir?
Eu sou o Charles e disse isso!
Charles Passa o bastão

AHOW

Bastão - Renê
No meio da proposta rolo outra coisa.
Vou tirar uma parte do número.
strip, balde de água fria, riso fácil.
A opinião da James foi muito importante para mim.
Não passava agulha.
Relação com a essência,
Apresentar pro James, medo de não apresentar. James se divertiu muito...
Puta merda ele vai detonar com que eu fiz.
Depois disso foi pra navegantes, Vuaaaaaa..... fleft...fleeeeeeeeft.Boné papa... foi se encaminhando pra outra coisa.
Uma relação meio de libertar...posso fazer isso... cada vez mais bem comigo mesmo.
Navegantes, muito nervoso.
Reike...jo e laercio. O público gostou, mas não sai bem.
Ontem foi bom... dei alguma coisa e recebi alguma coisa.
Eu sou o Renê e disse isso!
Renê passa o bastão

AHOW

Bastão - Genifer
E é só isso.
A criação números... Salvador. Criação de solos...ensaiamos muito...meu processo 2 cenas mais de tristeza e com boneco..e outra mais alegre. Na cena de tristeza entrou escandaloso...fechado intimista.
Fica ensaiando tanto para ser legal...e se prepara mais pro número do que pro estado, do que pra tá lá. Ontem no cabaré, agente não brinca com o presente. Mas é legal com aquela outra pessoa, ontem gente espirrando... som lá fora que ninguém dialogava...o número pode ser qualquer coisa...e pode ser o que agente não ensaiou.
Eu sou a Genifer e disse isso!
Genifer passa o Bastão

AHOW

Bastão - Wilson
Concordando, na minha opinião e essa do momento cara. Incluindo no caldeirão. Muito acanhado do espaço confinado. Sinto mais a vontade no mais aberto, muito formal...vou assistir o espetáculo agora...um pouco mais circense...todo mundo entrando e as outras coisas vão acontecendo ao mesmo tempo.Os grandes mestres... Tem todo lance da preparação seu corpo perfeitamente alinhado no que esta acontecendo. No circo, jô e Laércio, exercícios de conhecimento do corpo. Na relação direta com as pessoas não é de abrir mão jamais. Nasceu do acaso o Renê. Maiores provas.
Eu sou o Wilson e disse isso!
Wilson passa o bastão

AHOW

Bastão - Iná.
Agradecer vocês e eu em permitir estar aqui. Ir pontuando algumas coisas. Voltando a elas. Eu vou falar como alguém da platéia, uma personagem do público, vi e ouvi sem saber do processo. As pessoas sabem da idéia do processo, mas, não sabem como ele aconteceu, as suas dificuldades. Pra alguém que estava no público e não ouviu isso. O local inviabiliza os espectador de entender e ver melhor, sentado e ter que buscar a imagem. O pé o corpo todo e tudo é importante...o local muito ruim... as cadeiras todos no mesmo plano. A roupa do palhaço é tão bonita.
O que aconteceu durante cena... a cigarra... que fica cantando... incomodava... as interferências... o carro som... estremeceu. Deveria sim .. o desenho... sutileza da jô...o cara tem que estar preparado para aproveitar estas situações... as pessoas tem que achar gostoso aquele encaixe.. ele pode não saber o conteúdo...ele sente quando não foi feito legal.
Ansiosa porque quero entender...eu não estou achando graça...disso. Cena do Charles... fica a vontade para tua interpretação...
Trabalho – vivemos num momento de democracia... e o ator tem que estar preparado para interferência direta do público. Uma pessoa entrou e estabanou... Todo mundo ficava quietinha.. e não ousava abrir a boca e hoje as pessoas podem e sentem a vontade de interferir.
Eu sou a Iná e disse isso!
Iná passa o bastão

AHOW

Bastão - James
Uma das possibilidade de maior aprendizagem é a rua. Expor-se é o maior caminho.
Na rua por ser um espaço, sem script e sem roteiro...experimentar coisas que passam na tua cabeça e então faça...Você tem que entrar no jogo... Trabalhar de longe na praça...coisas muito legal acontecendo...momento às vezes completamente perdidos.
Isso acontecia...eu estava fazendo o que eu queria ou no que estava acontecendo eu não estava aberto para o que estava acontecendo...Eu tentei olhar a praça e aquilo estava um caos tão lindo. Eu agarrado no pescoço do velho...aquela situação caótica.. uma das funções ir para lá e fazer. Quase tudo deu errado. Mas, uns 30 minutos deu em alguma coisa...o resto era lixo... desses 30 minutos desligar as pessoas...as pessoas que estavam lá para arejar...e podem se perguntar: ninguém tá pagando esses malucos? E se deparar com esta situação uma amizade que não explícita...teve uma coisa muito legal... o Renê tava sendo atacado por um dinossauro..o moleque vinha com o dinossauro atrás do Renê.. e eu fui atrás com o cachorro de balão .. o moleque ficou em pânico quando viu o cachorro .. e o menino entrou em pânico.. ele entrou tanto no jogo que fugiu do cachorro.. e o menino começou quase a chorar... o lado clownesco de cada um. Não foi em cima. a situação...eu esfregar o cachorro nele... reagir as coisas. E dando chance para ele... Meu! ta acabando com ele... Meu corre pra cima dele também... aí foi no momento de experiência verdadeira. 30 minutos... foram 5 minutos de clima clownesco... de não pensar se isto é certo. Para isso acontecer eu não posso estar me julgando naquele momento.Se o James ficar o tempo todo se julgando...tem coisas que não pode passar pelo racional... Se não tu não rola no meio da praça. Também não abandonar o racional. Tem alguém ainda olhando por cima... achar essa ponte é muito dificíl e quando eu acho eu fico muito feliz.
Eu sou o James e disse isso!
James passa o bastão

AHOW

Bastão - Iná
Uma pergunta para o grupo...é mais fácil aceitar as interferência em um espaço aberto ou em um espaço fechado...porque parece que em um espaço mais aberto...do que uma local fechado...porque no espaço aberto pode acontecer várias coisas e ter outras interferência
e ontem eu pensei o quanto é díficil o trabalho de vocês porque tinha pessoas de várias idades...e vocês tinham que trabalhar com todas essas idades ..e até a cena do strip e ele trabalhou com a cena muito forte...e todo mudo riu...e será que eles estão rindo...e as pessoas estavam rindo porque realmente é engraçado e agora eles estavam...nosYESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
Eu sou a Iná e disse isso!
Iná passa o bastão

AHOW

Bastão - Janine
Esse ano foi muito intenso para mim e o que me apaixonou no clown foi...comecei a fazer um curso de clown no sesc e achei que iria ser laguinho tranquilo...entretanto entrei em águas profundas e depois participei de um retiro que foi muito forte...e foi muito bom participar desses conflitos e depois encontrar algo engraçado em mim porque isso é muito difícil...

ÔOOO o celular é meu...iiii rsrsrsrs

E eu apresentei no público de permacultura e o público me surpreendeu e é realmente aquilo que... e chegar no conflito e 5 pessoas me dirigindo e quando eu conheci o James pensei outro diretor que eu odeiiiiiiiiioooo só que depois eu gostei da maneira dele... O diretor querido legal vai lá e fala ... isso é bem interessante.... e

James metido falando... Janine autoriza ....

isso é uma coisa legal da coletividade e isso foi legal manter ou instalar ...essa forma difícil de trabalhar porque cria atrito ...só que para pensar o que é de vocês o que é seu...como surgiu as modificações ...trabalhar no coletivo é difícil ele faz parte do coletivo e trabalhar com ele é difícil é um jogo que um puxa o outro cede um pouquinho...vou levantar uma polêmica... que vocês achem o numero de um uma porcaria...só que como foi o processo de cada um o contexto é outro...só que isso não é motivo de o trabalho ser bom ou ruim...o espaço é isso foi isso que deu...só que agora tem que ir mais ...para com o tempo ir completando o trabalho nosso ...eu sou James
e disse isso...AHOW

Volta Janine
até porque quando eu entrei no grupo eu queria fazer alguma coisa por causa da ideologia....e quando não deu...então porque fazer essa merda....
Não sei onde chegar... então, e hoje eu sinto que não estou no ponto que eu estava ....só que a contribuição do Laércio foi importante nesse processo das trocas de idéias .......
Eu sou a Janine e disse isso!
Janine passa o bastão

AHOW

(Renê leva James para rodoviária. James agradece o estar com todos. Conversas paralelas.)
Digitadora: Genifer

Bastão - Laércio
Legal o processo de Ospália!
Fala de seu processo como palhaço, e da forma com que se aproximou do grupo na sua descoberta como clown. Foram muito acertados os caminhos, a oficina com Tica, o assistir seu espetáculo e dizer: "é isso!".
Há muitos anos, vinculado às artes, fala de seu contato com pessoas jovens, de mente aberta, e da diferença de fases do que se faz na e com a arte em diferentes anos e contextos. Muito bacana partilhar isso, e contar – disse.
Esse ano, com Ospália, acha que iniciou de uma forma muito acertada, porque de alguma maneira as pessoas já tem essa percepção da arte – a busca de arte enquanto essência.
Hoje, quando vê alguém com uma idéia panfletária diz que não há mais necessidade, os caminhos hoje são e estão abertos.
Uma das entradas no clown para ele foi de autoconhecimento e de cura: como o riso pode movimentar uma platéia e libertar a mesma, suas amarras. Quer ver como isso funciona junto com o público.
Fala de uma experiência de hoje na praça, de uma menina que foi a fim de maltratar os palhaços, e de um outro que espontaneamente pegou em sua mão. Disse que quando a menina viu os dois de mãos dadas se transformou: alisou o cachorro...se transformou! Foi embora soltando beijinhos.
E que todo o jogo foi de alguma maneira despretensiosa. E por isso que falam que a rua é fundamental para nós, onde se trabalha o estado do palhaço – o que é muito difícil. Estar aqui, presente, é o mais difícil. Vivemos de alguma maneira hipnotizados, é muita besteira que carregamos. E o palhaço vem para quebrar isso também. Estar aberto para o que acontece, através do exercício.
Eu sou o Laércio e disse isso!
Laércio passa o bastão

AHOW

Bastão - Jô
Tenho muitas coisas pra dizer, nem sei por onde começar.
Começa falando de algo que foi fundamental para o seu trabalho, que tem a ver com o abrir mão de suas coisas. Conta que começou a trabalhar ano passado, com a Tica, e de mexer em feridas profundas (a sorte que tinha como terapeuta o Laércio). Quando achou que estava curada vem a segunda oficina, que foi outra coisa e maravilhosa. Nesse um ano que se passou para ela estava muito claro: estava entrando em um universo que demoraria muito tempo para saber e fazer. Ir lapidando. Quando descobriu o clown soube que era muito mais "embaixo", uma linguagem que não é simples, ainda muito complicada. Se achar simples é porque mergulhou muito nela. Quando Charles propôs que em 3 meses se criassem números, pareceu desesperador.
Se hoje conseguiram chegar aqui, e bem, é graças a esse abrir mão, de Charles, sobretudo. Fazer algo legal junto ao coletivo.
Agradeceu a Charles pelo seu processo, que afetou todos.
Conta que quando começaram os processos, com James, percebeu que aos poucos conseguia olhar para os números, os seus e dos outros, e detectar coisas que poderiam ficar melhor, ou mexer. Pela crítica que melhoramos, e isso foi muito bacana: dar esse tempo para amadurecer, olhar o outro, olhando para gente, assim, e amadurecendo nosso olhar.
Fala que tem muitas coisas para se trabalhar, e que o resultado foi muito grandioso pelo pouco tempo de trabalho. É um trabalho eterno. Diz que quando o espetáculo parece que está pronto, não está. Que o teatro é infinito (Iná complementa dizendo que todos os trabalhos são assim, eternos). Sempre há algo para se fazer, é um "inferno maravilhoso". Você se joga, e como sai..
Agradece, e diz que o coletivo é muito bom, para trocar, e torce que o projeto continue.
Fala de uma Cerimônia do Chá passada, e que naquele dia sentiu profundamente que ali estava um grupo - Ospália. Bonito e gostoso de ver. Juntos, querendo algo de bom para todos. Um aprendizado para todos, inclusive nos momentos de briga. Cita "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", e fala da dor e delícia de trabalhar em grupo.
LAERCIO (Adendo)
Os grandes palhaços são velhos, porque realmente demanda muito tempo para aprender. E porque não se tem mais nada para perder, um momento de consciência. Que isso bateu muito forte, porque é o estado de vazio. Não precisa de mais nada – mas para isso precisamos de muito trabalho. Temos que ralar, não dá para ser irresponsável. Estar em um estado de abertura não pode implicar em um estado de irresponsabilidade. Como coletivo, temos que cuidar disso. Tem que estar junto, sempre.


Eu sou a Jô e disse isso!

Jô passa o bastão

AHOW

Bastão - Marcela.
Faz um voto de silêncio, mas vai falar.
Acha que se fosse resumir em uma palavra todo o processo seria EVOLUÇÃO de cada um. Ficou muito surpresa com o querer ajudar o outro, que o número ficasse bom... A todo instante queria entrar novamente no teatro, nesse mundo, e ficou muito feliz quando conseguiu, e pôde. Ficou muito feliz de estar lá.
Achou muito bom assistir todos e ver que todo mundo tem um lado que consegue ver o clown sendo mais aprimorado, perceber que você também consegue contribuir com o outro, que tem idéias boas. Crescimento mútuo. Agradece a todos, a Charles, pelo processo. Feliz de ter participado, e quer mais.
Eu sou a Marcela e disse isso!

Marcela passa o bastão

AHOW

Bastão - Ronaldo
Sugere que o grupo monte o projeto para levar para escolas, montar um fórum (conta que já fez isso na Baixada Santista, conseguindo apoio da Prefeitura, com planejamento, temas relacionados ao hip hop..). O quanto isso é proveitoso, germinando sementes – sobretudo com crianças e adolescentes, que olham isso e se identificam, e seguem fazendo. Sementes para o futuro.
Eu sou o Ronaldo e eu disse isso..

AHOOOOWWWWW!!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Saída na Praça - dia 13... Quem deixou essas paiaças sairem livres pela Praça?



Abduzindo novos seguidores.

Fotos de Camila Gonçalves.


Abduzindo Seres ... para Outro Planeta!


seres de olho pequeno e dentes grandes.

Entro nesses blog para Protestar
Eu fui abduzida pelo misterioso Planeta da Fada Punk,
e foi bem lá naquele Retiro de Sete Palhaços.
Num CERTO dia de catarse total
Ela botou a mão na minha cabeça e me batizou no - Outro Planeta!

Outro Planeta,

não é invenção da cabeça destrambelhada, atrapaiada de Plim-plom made china

Outro Planeta, ele de fato existe.

Tem Banheiro seco, mas não tem Multinacionais.

Outro Planeta,

é Terra de Paz e Pipa
e brincadeira todo dia.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PROCURA-SE!!!


PROCURA-SE estes ELEMENTOS para a apresentação do Cabaré OSPÁLIA às 21h de sexta-feira no Instituto de Canto e Arte de Itajaí -IMCARTI.
Apresentação esta que abre o
1° ENCONTRO DE PALHAÇOS DE ITAJAÍ.
Os ingressos custam 10 reais (inteira) e 5 reais (meia).


Kanela

Este palhaço é perigossísimo, adora uma improvisação. Tem sempre o dominio da situação (ops... a platéia tá indo embora)! Quer dizer nem sempre! Tem um jeito de menino de rua misturado com uma vaidade de dar inveja à alguns teatreiros. Gosta de ser o centro das atenções o problema é que ele ainda não sabe onde é o centro! Se você o encontrar respire fundo e depois expire soltando um Haaaaaaaaa.... Pronto está estabelecida a comunicação!

Pimentão


Parece louco. Só parece? - Cuidado! Este é psicóptico! - Tem um sério problema em manter as coisas seguras, trocando em miúdos: É ESTABANADO!

Fada Punk

Em algum lugar muito distante no tempo e no espaço. Alguém inventou a ecologia. Esse ser nem desconfiava que depois de algum tempo, surgiria em algum lugar do sul do mundo uma Fada Punk eco-orgânica-reciclável. Inimiga mortal dos plásticos e das multinacionais. Ela quer salvar o mundo, TADINHA! Ela quer encontrar um amor, TADINHA! Ela quer um pote de granola, ops... esse eu também quero!

Póc
Branca,branca,branca. Esta sim é branca.
Mandona, quer tudo do seu jeito e acaba se atropelando e te atropelando. Sai da frenteeeeeeeeee!!!
Parece exigente, mas é só virar de cabeça para baixo e ela já mostra o reverso da moeda, tipo assim: MANTEIGA DERRETIDA


Gúti
Este tem poderes telepáticos e telecinéticos. Só não tem coordenação motora. Olha bem pra cara. Sem comentários.
  • Indícios levam a crer que a Gangue ainda tem mais dois integrantes dos quais não se tem retrato falado, mas atendem pelo nome de Madame Málok e Paparazzo. Denúncias anônimas revelaram que os dois estão em algum lugar entre Rio do Sul e México. Também foi descoberto que eles tem um cúmplice numa região da Alemanha. Parece que este chama-se Claus.
  • Se alguém capturar algum desses elementos, por favor leve pra bem longe....

Nóis... Ospália!

P.S: Menos a Marcela que deu o migué no último ensaio.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Primeiro Encontro de Palhaços de Itajaí

Olá pessoal,
Com garra apresentamos o Encontro de Palhaços de Itajaí.
Segue a programação:

Sexta-feira, dia 12 de novembro de 2010

*Cabaré Ospália
Ospália –Coletivo de Palhaços em pesquisa (Itajaí - SC)
Horário: 21h
Local : Imcarti - Instituto de Canto e Arte de Itajaí - Praça 1º de maio - Edifício Vila Real – Bairro Vila Operária
Duração: 80 minutos.
Classificação: livre.
Ingressos: 10 reais (inteira) e 5 Reais (Meia-entrada)

Sinopse: Cabaré são números de palhaços apresentados um em seguida do outro num ambiente descontraído onde o que vale é o jogo do palhaço com a platéia.
Ficha Técnica
Direção: O Grupo
Atuação: Charles Augusto, Janine Schimitz , Jô Fornari, Laércio Amaral, Marcela Urbano, Renê Carvalho e DJ WSoul jah
Coordenação e produção do projeto: Charles Augusto
Orientação do Processo de pesquisa: James Beck
Oficina intensiva de palhaço: Marianne Consentino


Sábado, dia 13 de novembro de 2010

*Re-Bolando Com a Gringa Errante
"Palhaça Palitolina" Genifer Gerhardt (Porto Alegre – RS)
Horário: 11h
Local: Hercílio Luz em frente à casa de cultura
Ingressos: Entrada Franca
Sinopse: Palitolina é assim, magrela. Tem pernas compridas. E finas. Fiiiiiinas! O espetáculo solo de rua traz a palhaça Palitolina interagindo e se atrapalhando no encontro com personagens e bonecos inusitados. Com poucas palavras e composta de números próprios, a montagem privilegia o riso em uma esfera poética e contagiante.

Ficha Técnica
Direção, roteiro cênico, atuação e confecção de adereços: Genifer Gerhardt. Confecção das malas e cenário: Lico Santana e Genifer Gerhardt.
Trilha sonora: Genifer Gerhardt, a partir de excertos de músicas populares, nacionais e internacionais.
Duração: 40 minutos.
Classificação: livre.

*Intervenção de palhaço

Ospália – Coletivo de palhaços em pesquisa (Itajaí –SC)

Horário: 15h 30min Local: Praça da Beira Rio
Entrada Franca
Atuação: Integrantes do Ospália - Coletivo de Pesquisa em palhaços

*Cerimônia do Chá
Roda de conversa sobre a arte de palhaçar. Para refletirmos sobre tudo isso que nos cerca e oque nos liberta também. Para entre grandes discussões metafísicas e anti-metafísicas ns depararmos com uma grande questão: Comer um biscoito amanteigado ou de amendoim. Formação em palhaçaria, relação com o público-platéia, políticas para a cultura, a relação do artista com a cidade entre outras questões...

Histórico: Numa bela noite, em que os integrantes do Coletivo Ospália estavam com preguiça de trabalhar. Sentaram e começaram a tomar chá verde e comer alguns quitutes. Junto com a comilança eles discutiam os rumos do coletivo. E compartilhavam descobertas sobre o mundo da palhaçaria. Você pode conferir o relato feito pelo Wilson: http://ospalia.blogspot.com/2010/08/ata-de-reuniao-de-numero.html

Utensílios necessários: Chaleiras ou garrafas térmicas, copos/xicaras/canecas, colheres, o chá propriamente dito, água, bocas para comer, beber e falar. ouvidos para escutar.

Horário: 18h
Local: Centro Público de Economia Solidária de Itajaí (CEPESI)
Rua Lauro Müller, 39 - próximo à Caixa Econômica - Centro
Entrada Franca

Domingo, dia 14 de novembro de 2010
*É tentando que se desiste

"Palhaço Claus" - James Beck (Blumenau)



Sinopse: Intolerante com os absurdos do cotidiano, Claus, um clown mal-humorado, libidinoso e de saúde frágil, na companhia de sua mala e de seus remédios, brinca e se enerva com suas referencias de infancia.

Às 20h
Local: Imcarti - Instituto de Canto e Arte de Itajaí - Praça 1º de maio - Edifício Vila Real– Bairro: Vila Operária
Duração: 50 minutos.
Classificação: livre.
Ingressos no local: 10 reais (inteira) e 5 Reais (Meia-entrada)

Workshops

Workshop 1:
O Clown em espaços não convencionais


Ministrante: Carolina Moya – Buenos Aires (Arg)
Data: 16/11 até 19/11
Horário: 19.00 ás 22.00
Objetivo: Investigar sobre a técnica do clown e suas possibilidades expressivas em espaços alternativos aos habituais.
Valor do Workshop: R$ 60,00


Workshop 2: O Corpo e o objeto na criação cômica

Ministrante: Carolina Moya – Buenos Aires (Arg)
Data:20 e 21 de novembro

Horário: 10.00 ás 13.00 / 14.00 ás 19.00

Objetivo: Investigar as possibilidades de transformação e expressão que nos oferece o corpo e os objetos no processo da criação cômica.

Valor do Workshop: R$ 60,00

Inscrições e informações sobre o workshop: lcorrea76@hotmail.com ou 47 9905 5058

Local do curso: SESC Itajaí . Av Cel. Marcos Konder, 888 / Itajaí – SC


Realização do Encontro de Palhaços: Projeto Ospália - Coletivo de palhaços em pesquisa

Apoio: Imcarti (Instituto de canto e arte de Itajaí), CEPESI (Centro de economia solidária de Itajai), Cia Andante, Sala Verde (Itajaí-SC), Grupo Porto Cênico e Mdivideo.

Mais informações: ospalia@gmail.com ou com ou pelo telefone (47) 9946 6070 Charles Augusto (Coordenação)


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Eternidade em um Momento

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e espalhar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


(Soneto da fidelidade - Vinicius de Morais)



Estava lendo o poema Soneto da fidelidade de Vinicius de Morais. E percebi o quanto de palhaço tem nesse poema. Exaustivamente usado. Mas pouco degustado.

O soneto aborda a entrega, o encantamento, o viver presente na ação, a variação de emoções, a aceitação e transposição da derrota (morte e solidão), e do contentamento com a impermanência da vida.

Lendo o poema lembro da frase de um outro escritor, Henry Miller: "O Clown é a poesia em ação". Li essa frase já faz bastante tempo e hoje ela fez um pouco mais de sentido pra mim.Quem sabe algum dia faça total sentido. talvez não...sei lá.

Mas o fato é que quando saímos de palhaço, entramos em conexão com outro tipo de relação que posso chamar de: Poesia. Esse ar que respiramos e enche nosso corpo de liberdade.
Tanto o palhaço fazedor de derrotas como o poeta fazedor de poemas como qualquer outro artista tem que estar com os pulmões cheios de poesia. Para fazer um sopro de vida e ser deus por um momento.


Charles Augusto - Pimentão

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Crítrica ao UORQUI IM PROCéSI do Ospália

Olá Charles,

Gostei do Abaetetuba ontem. Gostei de te rever. E gostei do Uórqui do Coletivo Ospália. Esses palhaços são bem interessantes. O Wilson é um figura! Muito divertido e tem uma cara muito engraçada, uma voz muito boa.

Gostei do seu número de palhaço. Eu já tinha visto lá no Carlos Gomes um tempo atrás, acho que em julho, quando você tinha feito uma oficina de palhaço em Perequê. E vi que algumas mudanças aconteceram, e surgiram novos elementos. O balão que vira um rosto com o nariz de palhaço. Muito. Charles explore mais esse rosto, a brincadeiras com o balão e os seus tamanhos de enchimento diferentes e você já tem um número solo de palhaço de 40 minutos tranquilamente. E o público vai ficar interessado do começo ao fim.

Gostei do palhaço Canela e da forma como ele interagiu com o público. Ele soube lidar com as informações que o público passou e jogou com isso. Gostei também daquela camisa no braço dele que ganha vida própria. Mas depois ele se perdeu um pouco quando ficou com os dois braços com vida própria. Depois retomou de novo o ritmo de jogo.

Ah e ele não baixou as calças né? E o público pediu. Ele pode até brincar com isso, dando a entender para o público que ele está sem cuecas e não iria dar certo o número (porque tem crianças assistindo - alguma coisa assim). Ótima a ideia de pedir moedas para o público. Super cara de pau hehehe

A palhaça Fada Punk gostei dela também e das mudanças de humor. Mas penso que ela usou muitos diálogos. O que ficou um pouco cativo. O figurino está ótimo e a flor na cabeça, boa sacada! Ela podia brincar mais com a flor, criar uma expectativa maior no público e depois comer. De um modo geral gostei de todos os palhaços porque eles souberam brincar com os seus figurinos e tinham sempre elementos para jogar. (A fada com a flor, você com o balão, o Canela com as camisas dele).

A outra palhaça. Muito boa. Brincou com aquele "voluntário" e depois chamou ele de novo! Ela fez todo um suspense para tirar um lenço do seu figurino, daí o público vibrou com aquilo e ela fez uma cara de: "e daí? É apenas um lenço".

A ideia do instrumento é ótima. Ela cria toda uma expectativa de tocá-lo, mas acontece tanta coisa, ela se distrai, se atrapalha e depois nem toca o instrumento. Muito bom.

Os olhares dos quatro palhaços está ótimo. A presença. Os gestos. Gostei bastante.

Está muito bom o trabalho de vocês. Parabéns. Estão no caminho certo. É dessa forma que eu vejo o palhaço também.

Fiquei com vontade de sair de palhaço de novo ao ver o trabalho de vocês.


 

Luiz Cláudio

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

UORQUI IM PROCéSI

Domingo especial de ABAETETUBA (http://www.sopadetrupes.blogspot.com/) e apresentação do processo de trabalho do ospália.

O evento ABAETETUBA é um encontro entre amigos e gentes boas para experimentar essas coisas de arte. Nessa edição teve a organização do paulico, da Ana e de outras pessoas. Com Brechó, Música, Artes visuais e é claro muitos palhaços. Entre eles o pessoal do Ospália.

Apresentamos 4 números:

Pimentão e seu Balonismo
Canela e seu stripe-tease
FadaPunk e seu amor orgânico
Madame Malók e seu virtuosismo musical
Paparazzo apresentando tudo com uma discotecagem animal e rimas de alto escalão.

Foi de grande aprendizado, escutar a platéia, olhar em seus olhos, respirar e principalmente... diversão!

Um domingo de grandes emoções e novas descobertas em conjunto.

Na volta para casa estávamos nós 5 no carro a conversar sobre tudo, cansados e eufóricos, ainda no embalo do encontro entre gentes boas que foi essa sopa de trupes chamada ABAETETUBA. Um momento inesquecível para mim.

É bom ser jovem, ter tudo nas mãos e saber que tudo isso é efêmero.
Esses palhaços, essas maravilhas brilhantes, essas vidas bonitas num posto de gasolina a brincar de pega-ajuda.

Quando a apresentação começou. Embora a noite fosse chuvosa em Blumenau, estavamos cheios de sol. Raiando junto com o público, que inclusive aos poucos foi indo embora...hehehe
ainda há muito o que aprender e apreender... Muito o que melhorar nos números, os tempos, os tons, as relações...

A apresentação terminou agradecemos e a festa rolou, dançamos, comemos, bebemos, namoramos e nos divertimos.
Pegamos o caminho de volta para Itajaí. Um caminho cheio de lombadas eletrônicas um risco altíssimo para 5 palhaços animados com um evento bom, mas principalmente, com o inicio de suas caminhadas.
O caminho de itajaí achamos, o caminho de nossas vidas estamos construindo. Embora o futuro possa estar meio escondido até mesmo obscuro.
Nosso coração está claro...
...claro com o sol raiou.

Beijo

Charles Augusto

Perdendo a Virgindade - YES!!!!

Lá fomos nós no Zorro, para Blumenau: Renê, Marcela e Janine, com um mapa espetacular feito pela Jô em um mini papel com um mini lápis e um desenho sem jeito de conseguir compreender ahhahahah encontrar o Bar do Pastel. Chegamos conforme combinado com o Charles no horário só que o mesmo PIIIIIIIIIIII.... PIIIIII... PIIIII, voltando ao assunto, não sei as meninas mas a primeira vez sempre é difícil, então, eu estava muito nervoso, ainda mais com a demora do nosso companheiro (Charles é só para te frustar mesmo hahahahahhaha).
Bom, vou resumir um pouco o assunto pessoal depois por favor complemetem......
Chegando a nossa hora, fomos nos arrumar e para aquecer nos divertimos um pouco brincando de pega ajuda no posto de gasolina ahhahhaha e depois de 3 minutos de brincadeira todos mortos fizemos o nosso grito dos Ospália que acho que nem sabiamos que existia hahahahah "Vamos se divertirrrrrrrr..... OOOOOossssPaaaaaliaaaaa"
E sequência de apresentação nada mais justo tiramos um "DOIS OU UM" que ficou : 1 - Pimentão (Charles) 2 - ka nela ou Canela rsr ( Renê) 3 - Fada Pânque - 4 Madame Malok e claro com o nossa espetacular DJ Paparazo fazendo as apresentações.
Lá foi Pimentão..... (prefiro que ele mesmo fale da experiência... para que eu não fale alguma bobagem.... se possível assim os demais) só sei que foi Poético, lúdico e com um presente divido uma santa criança na pláteia.
E lá fui eu buscando me divertir e o público querendo ser feliz o numero deu uma reviravolta geral com um tharam tharam ... Reiiiii...Achtimm.... Tchammm YESSS faturei R$ 5,50 YES!!! YESS!! Só tenho a agradecer ao grupo Ospália por que sem eles a minha virgindade não teria sido tirada tão feliz e com amoroso público!!! simplesmente meus sinceros OBRIGADO ! YES! YES! YYYYYYEEEESSS!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

encontro - sábado dia 18 de setembro de 2010 gregoriano

Encontro de três pessoas, três pontos de vista aqui em evidência.

Fada Punk -
Poema tobogã

Era uma vez
Ospália 3 destes se encontraram
Ospalha aqueceram, aqueceram, aqueceram
Ospalhaço repetiram, repetiram, repetiram suas cenas
Os palhaços apresentaram um de cada vez suas cenas para os outros 2 verem
Os palha aços graças ao entusiasmos constrangedor do seu Pimentão foram de bici até o parque ambiental
Os palha de aço se divertiram comas crianças, os adultos com os palhaços e apesar de dificil ganharam a atenção dos adolescentes


Madame Malók-
Um sábado com um, dois, três ospálicos

Isso mesmo sábado dia 18/09 foi um sábado onde o Ospália mais uma vez, com toda garra e perseverança, se reuniu no mesmo pália local e pália horário. Era a primeira vez que aquele trio (Charles, Marcela e Janine) se juntou para conduzir mais uma tarde de estica, puxa, sobe e desce, para enfim... se concentrar em seus números. Foi ótimo!! Charlito fez crescer muito bem nossa energia, que no final não teve duvidas... Marcela e Janine se desfizeram ao chão como uma gota d'água sofrendo mutações devido à energia solar... porém, logo em seguida nos levantamos e Marcela (quase morrendo) ficou dando voltas ofegantes pela sala com um copo de água na mão afim de não quebrar a energia por completo. Em seguida vieram os números e após, uma voz com gosto de pimentão... "Vamos para o parque ecológico??" Marcela ficou meio apreensiva, enquanto Janine falou na hora... "se vocês forem, eu vou..."
E eis que foram... e foi supimpa! Supimpa para eles e para os que ali assistiram e participaram. Crianças sempre de braços abertos, adultos querendo assistir de canto, adolescentes rindo com vergonha e os pré-adolescentes dependurados na árvore "zoando" os que ali estavam, porém estes últim0s foram os que demostraram mais vontade de estarem presentes com os palhaços.

Agora falando como uma aprendiz da arte da palhaçaria... VALEU CADA MINUTO, SEGUNDO, MILÉSIMO! Como valeu muito também a saída de domingo, mas vamos deixar para outra postagem... ou então que as fotos na postagem abaixo digam mais do que palavras. Ah! E foi dessa saída de sábado que saiu o doce ecoar... "Pimentão, Pimentão, Pimentão... e da saída de domingo que saiu o vulgo: "Madame Malók" cm K....mudo!

Pimentão -
palhas de hai-kai
passagens d'uma tarde
inverno, passa

frio se despede
três seres se encontram
suor na sala

fim do inverno
palhaços na praça
cheios de graça

sábado morre
lá vem a primavera
do coração; flor

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ata de reunião de número Blablablablablablablá do mês de agosto do ano luz de 2010 – 20h30min

Prólogo

Já se fazia noite na pequena e pacata cidade de Itajaí. No alto do canto do morcego lagartos já cochilavam, passarinhos se recolhiam em seus ninhos, cobras em seus buracos, tartarugas em seus cascos, enquanto grilos e gafanhotos embalavam as estrelas com sua longa sinfonia. No centro da cidade, comerciantes fechavam suas portas após sua “nem tão longa” jornada de trabalho, donas de casa se apressavam em servir os seus jantares, operários e peixeiros relaxavam em seus sofás queixando-se de suas crônicas dores lombares, vendedores ambulantes, secretárias, manicuras e toda uma sorte de noveleiros de plantão aguardavam ansiosos o final do horário eleitoral gratuito p liberar suas emoções frente à telinha. (plin-plin).
Enquanto isso num outro ponto da cidade, mas especificamente na rua que nunca me lembro nome numero num sei lá o que, numa pequena “Choupana de madeira”, algo de muito estranho parecia acontecer... Nada de aparelhagens multimídia, televisores ou qualquer coisa do tipo, nem sequer um radinho a pilha ligado para manter a conexão com o espaço externo, essa anomalia comportamental havia sido batizada com o nome fictício de reunião d’ “OsPalias”.

Primeiro Ato
A Cerimônia do Chá

Naquela noite na mesma choupana de madeira... Jô Fornari e Laércio Amaral curtiam um romance transcendental, embalados na literatura Zen Budista, seus olhares refletiam toda afeição e desejo que sentiam mutuamente um pelo outro, seus coraçõezinhos pulsavam acelerados na mesma freqüência rítmica e galáctica interestelar, enquanto tentavam transpassar para as visitas toda a calma e tranqüilidade lida no livro. Não distante dali um casal comia seu lanche noturno, confidenciando as aventuras vividas durante o dia a dia, no mesmo momento num outro ponto da cidade, um pequeno acionista da Semasa Charles Muller (O Augusto) se despedia de sua amável mãezinha e de seus quitutes favoritos enquanto montava sua bicicleta aro 20, modelo barra forte, sucesso absoluto dos anos 80. Nesse mesmo horário ouviu-se o sino tocar juntamente com o cartão de pontos do jovem administrador de empresas Renê que caminhava a um metro do chão por ter descoberto que vida só se manifesta no presente e que as pessoas dificilmente se encontram no presente por estarem presas ao passado ou vivenciando o futuro.
A jovem engenheira Marcela Urbano chegou cedo naquela quinta acompanhada de seu parceiro Wilson (um jovem velho terrorista na contagem regressiva para a autodestruição) que se sentia como um filho fugitivo em meio ao reduto dos loucos que aos poucos se formava no local. Marcela estava realmente concentrada e disposta a concluir de uma vez por todas o trabalho, o qual se proporá com o grupo. Na seqüência chegam ao recinto Renê e por ultimo, porém não atrasado Charles Muller (o Augusto), após os cumprimentos tem início a cerimônia do chá.
A cerimônia se inicia com uma breve citação do antigo ritual indígena do bastão, onde quem está c o bastão tem direito a voz na reunião para que assim possa se manter a ordem no grupo, o bastão foi substituído por um outro artefato indígena que fica pendurado à porta e serve não somente para enfeite como também para extrair o liquido proveniente da mandioca para posterior secagem em forma de farináceo.

Entre uma e outra xícara de chá, Renê nos participou de sua mais recente descoberta o qual foi surpreendido com um turbilhão de outras informações do velho grupo que citaram um sem fim de outras fontes do mesmo assunto inclusive o mestre “Osho” o guru dos rolls royces, que embora tenha dito varias verdades sobre o estado de presença do ser humano, utilizava-se de métodos e ostentava uma vida um tanto diferenciada para um guia espiritual (inclusive processado diversas vezes em vários países).
Renê se surpreendeu ao ver que seus companheiros já haviam aberto essa caixa de Pandora algumas vezes e mesmo assim ainda caminhavam com os pés no chão nessa mesma esfera terrestre. (é meu velho, enxergar a verdade é até fácil difícil é permanecer nela.)
Falaram também sobre umbanda, quimbanda, candomblé, todos os pontos riscados e traçados a cerca de entidades invisíveis (e depois ainda criticam termo quando o ator diz que incorpora o personagem), enfim... ops essa palavra por razões de força maior teve de ser censurada do texto.

Segundo Ato
As Ações

Relembraram saudosos os que participaram do retiro e os que tem marcado presença assídua em todas as reuniões Jamezianas, manifestando seus respectivos contentamentos e descobertas acerca da difícil arte de manter-se no presente constante. Relembraram também das pessoas que só estavam ali presentes em espírito como a fada sustentável, e do casal de ovelhas brancas desgarradas de Blumenau, lamentaram a ausência dos ausentes e brindaram a presença dos presentes. Comemoraram também a prorrogação do prazo para a entrega de seus trabalhos, porém se mantiveram firmes com mesmo slogam que levou a vitória o time da seleção de voley... _Não relaxa!
Discutiram também sobre as minhas intenções de permanência na fraternidade do riso, senti-me um pouco acuado, porém também encarei o desafio de aprender o fazer rir, uma vez que, tenho feito alguns laboratórios por conta própria em rio do sul no Bar Mexicano Pancho Villa, onde encarno um fora da lei atrapalhado de nome Ramirez Sozza e sob a trilha sonora de Los Mariachis, tenta convencer o público a beber mais tequila, para provarem sua bravura e entrarem no bando do pistoleiro e lutar por “La Revolucion”, uma espécie de Zé Pilintra mexicano. E na mesma praia do ridículo figuro também com o “palhaço Paparazzo” que atua em intervenções de outros artistas como músicos, horas como apresentador horas como fã, trabalhando a relação direta com o público, horas como branco, horas como augusto.
Após isso mais chá, Itajaí em cartaz pra deixar eu e minha parceira com água na boca por não termos nada p apresentar... Tudo bem ano que vem tem mais. Ah sim quase ia me esquecendo conversou-se também sobre linhas de estudos e de trabalho, sobre a importância de um grupo fechado, sem realmente fechar-se para o novo bem como para o mundo, mais abstrações e... fim do chá.


Terceiro Ato
A Despedida

Já era tarde da noite na pequena e pacata cidade de Itajaí quando o pacote de bolachas se acabou misteriosamente, um pequeno momento de silencio se fez enquanto o bastão passava de uma mão para outra, o casal que já enfadado da conversa se entre olharam procurando a melhor forma de despachar os aspirantes do riso, estes, por sua vez, sabendo do avançar das horas, também se apressaram em se despedir mergulhando mais uma vez na fria, pequena e pacata cidade de Itajaí enquanto a cidade acabava de assistir a mais um capitulo de Passione. Todos os seres terrestres adormeciam tranqüilos sem desconfiar dos planos malévolos do grupo secreto que ainda querem "Matá-los" de tanto rir.
Beijos e braços se seguiram de juras de amor e fidelidade eterna a essa nobre causa, até que o ronco do motor da Biz de marcela cortasse o silencio noite da cidade que adormecia.

Até o próximo encontro.
Salve a união as igrejas!
Haribol!
Axé Nago!
Amém Jesus, Maria e José!
Viva a Força da Palhaçaria!
Viva o Riso!
Viva!
Continua...

primeiro Dia OsPalias

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ospália: ccc e o Patch Adams

Ospália: ccc e o Patch Adams: "Patch Adams no programa Roda Viva Depois de rolar os filmes 'Mazaroppi - O Cineasta das Platéias' e 'Kung-fu Panda' e de uma folga do Cin..."

domingo, 22 de agosto de 2010

ccc e o Patch Adams

Patch Adams no programa Roda Viva


Depois de rolar os filmes "Mazaroppi - O Cineasta das Platéias" e "Kung-fu Panda" e de uma folga do Cine Clown Clube. Teremos a entrevista do Médico Patch Adams - o verdadeiro (não confundir com o Robbin Willians) no Programa Roda Viva.
Patch numa expedição ao Camboja
Depois da exibição do Vídeo (Se o pessoal não tiver morto de sono) será feita uma conversa sobre.

O CineClownClube acontece nesta Sexta-Feira dia 27 de agosto, às 20h e 30 min.No Espaço Triambakam, na rua Pedro Ferreira, 155, Sala 1204 -A, Centro, Itajaí

Se quiseres saber mais sobre Patch Adams acesse:
Fazendo um negócio da China
Grande Abraço a todos,
Charles Augusto

sábado, 7 de agosto de 2010

Mimo Chispa MiMe Balloon

Segue vídeo em homenagem ao Charles...

http://www.youtube.com/watch?v=g5t6imAcAD4&feature=related

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cine Clown Clube Com Mazzaropi

Nesta Sexta dia 6 continuará o CineClownClube, às 20h .
Rola lá no Espaço Triambakam na Rua Pedro Ferreira 155, sala 1204 A, Centro, Itajaí, SC

O filme dessa semana será "Mazzaropi - O Cineasta das platéias".
Gênero: Documentário
Direção: Luis Otávio Santi
Estreia: 2002
Duração: 52 minutos

SINOPSE - Mazzaropi conseguiu como artista e homem de negócios ser completo. Dirigia, escrevia, produzia, atuava, e quando chegou ao cinema já havia percorrido um caminho de glória e consagração no circo, no teatro, no rádio e na TV. Ao todo fez 32 filmes, 32 sucessos, nenhum fracasso. A fórmula de um cinema comercial bem-sucedido que se procura até hoje Mazzaropi encontrou muitos anos atrás. Fazendo uma comparação, ele rendeu mais em seu tempo do que Os Trapalhões e a Xuxa renderam com seus filmes até hoje. Neste documentário, produzido exclusivamente pelo Instituto Mazzaropi, tem-se a oportunidade de ver cenas de filmes, depoimentos de estudiosos, intelectuais, historiadores e artistas populares.

Mais sobre Mazzaropi:

Filmes que já forma vistos:
  • O baile
  • Noviembre

Lista de filmes que poderão ser vistos nas próximas sexta-feiras:

  • Cenas de palhaços em geral
  • O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
  • Todos do mazzaropi
  • O Equilibrista
  • Noites de Cabíria
  • A Vida é Bela
  • Doutores da Alegria
  • Os Palhaços
  • A estrada da Vida
  • Todos do chaplin
  • O carteiro e o poeta
  • Ensaio de orquestra
  • Todos dos Irmãos Marx
  • O maior espetáculo da terra
  • Todos do Buster Keaton
  • Muito além do jardim
  • Todos do Harold Lloyd
  • O mundo de Andy
  • Chaves
  • Todos do Gordo e Magro
  • Mr.Bean
  • Todos dos 3 patetas
  • Monty Python
  • A Vida de Brian
E ainda estamos abertos à sugestões....

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ata atrasada e amarrada

Enfim, a ata! No dia 31 de julho de 2010 foi realizado mais um encontro do Ospália. Estavam presentes James (o guerreiro por aguentar tanta bizarrice), Charles (o culpado por tudo isto), Janine (a apaixonada sustentável), Renê (o pedinte), Jô e Laércio (o casal concentrado), e eu (a mais idiota que nem número tinha). Inicialmente os trabalhos começaram com a Jô, a qual limpava o ambiente, enquanto Laércio lia seu jornal. Na seqüência, dentre braços, bocas, pernas, pés, dedos dos pés, maxilar...em seus íntimos movimentos em meios ao "velho, cada vez mais abandonado, o qual queria ser novo e ao novo que deixava o velho cada vez mais velho". Em seguida, todos voltaram-se para si deixando o velho e o novo entrarem, de alguma forma e em algum momento, em seus números e personagens na mais absoluta concentração e...iniciaram seus futuros trabalhos a serem apresentados (se tiverem coragem, é claro!) aos seus futuros públicos (os mais corajosos). Após, a hora aguardada, depois de James (coitado) olhar um por um, chegou! A apresentação iniciou e...foi engraçado ao ver Charles correndo de um canto ao outro, com suas bexigas babadas em sua boca, querendo nos dizer algo. Janine, a linda apaixonada, com sua revolta tímida com a humanidade que insiste na burrice que alastra e cospe em seus próprios quintais. Renê, o pedinte de dinheiro, o qual queria apenas nos convencer a dar-lhe um trocado à todo custo, e que convenceu até suas próprias camisas a fazerem o trabalho por ele...detalhe: ao som de sua voz, a qual soava uma canção que, minutos depois, nem ele mais a aguentava. Jô e Laércio, com seus passos, giros, chifres e geladeiras revoltadas nos deixou em meios á sentimentos de pena (do Laércio) e de bizarrices. E a pessoa que voz fala, a mais idiota do recinto, que iniciou (lá no ensaio) com uma bosta de sapatos com vida própria, porém, eles insistiam em prosseguir sem nenhuma independência...resultado: não apresentou um número sequer para o público que a aguardava, uma vergonha mundial!!...A pessoa ainda tenta buscar uma palhaça dentro de si que grita em meio a ecos...tem gente que não aprende mesmo! E por fim, o James, que está absolutamente colocando seu nome á prova...o menino vem lá de Blumenau para se deparar com tanta coisa esdrúxula e ainda corre o risco de ter o seu nome, no final de toda essa ospalice, divulgado! A pergunta é: James irá autorizar a exposição de seu nome desta maneira tão horrenda?? Podem votar e contribuir com o Ospália que precisa de dinheiro para mantê-lo o refém por mais alguns sábados. Enfim, após todas essas delongas, foram muitos palpites, opiniões positivas, negativas e conselhos para que todos não caiam em desesperos, principalmente eu que me perguntava e exclamava a todo instante: eu tô fudida, o quê que eu vou fazer agora??? A ata foi lida, revisada e assinada por todos presentes mencionados.

domingo, 1 de agosto de 2010

atei

Quarta.
Encontro Janine e Mônica no Triambakam.
Mônica já tem um número.
Mônica tem uma relação de filmes para o cineclown.
Mônica vai embora.
Eu e Janine conversamos sobre várias coisas. E Começamos o trabalho. Aquecimento ao som de Heavy metal do senhor ( mais uma vez). Janine mostra sua cena. Volta, volta e volta. Falo mais algumas coisas e ela...volta.
Lá vou eu faço minha cena ela vê e fala e eu volto. Na segunda passada da minha cena a Janine abre um bocão de sono... HI! ...acho que tem algo errado.
Saí com uma sensação de ter trabalhar mais a técnica. Encher balões é mais difícil do que eu pensava. Sustentar o público. Manter a relação.

Enfim...

HUGO POSSOLO

Gentem,

Ando vasculhando coisas , lendo textos, tentando me orientar nesse caminho palhacesco, se é que isso é possivel...
Entonces, vai aí um link pra quem quiser conhecer Hugo Possolo, o PALHAÇO BOMBA.

 http://www.youtube.com/watch?v=sz8kO_lKcso&feature=related
O video é curto , mas dá pra se ter uma noção interessante do artista que é.

Bom proveito!

Harold Lloyd



Harold Lloyd

Seu personagem - o jovem franzino, de óculos, chapéu de palha e terno, não necessariamente tímido, mas sempre desastrado - combinava uma certa densidade psicológica, tipo Chaplin, com uma inacreditável destreza física, tipo Keaton. Só em 1919 descobriu o fator decisivo para seu personagem: os óculos. Esta foi sua originalidade: criou um personagem absolutamente comum e apagado (sempre chamado Harold - no Brasil, Haroldo), a quem aconteciam as situações mais incomuns e que o faziam, sem querer, transformar-se em um super-homem. (retirado de Wikipedia)





sexta-feira, 30 de julho de 2010

UNA ATA DURA

O Encontro Ospaliano de sábado, 24/07, começou na quinta, 22/07,na sede da Andante, com as presenças de Jô, Janine, Alexandre, Renê, Charles e Laércio. Aquecimento até chegar naquilo que estamos chamando de dança pessoal (...). Após, Charles demonstrou o material de sua cena, o qual foi solicitado à repetição (ninguém entendeu nada!). Após a segunda apresentação a platéia ficou com vergonha de pedir mais uma, o melhor foi ficar sem entender mesmo! Foram feitos vários comentários, ideias, e etc, para que o Charles faça algo pra tentar melhorar aquela bosta. Em seguida foi a vez do René. Ele sempre entra muito ‘aberto’ e daí fica aquele negócio de inventar tudo na hora, tentando dar conta de improvisar uma coisa atrás da outra, uma merda! Mas como o público é bem condescendente falaram que tudo estava muito... lindo, maravilhoso, muito legal, uhuuu e criativo, só tem que modificar uma ou outra coisinha, como por exemplo, não improvisar nunca mais. Ou seja, estabelecer uma partitura e segui-la fielmente. O pobre foi anotando num bloquinho tudo o que a assistência falava, talvez no intuito daquele aprendizado de ‘já sei o que NÃO devo fazer...’
Em seguida estabeleceu-se aquela tensão: a Janine não querendo apresentar, Laércio e Jô encagaçados sem nada pra mostrar e o Alexandre como um ‘dois de paus’ assobiando e olhando para cima, tentando disfarçar.
Com o tardar das horas, o casal-dono-da-sede começou as indiretas e as visitas ‘se tocaram’ e foram saindo de fininho. Alguns se amarraram mais, outros menos. Ficou marcado que o grupo se encontraria ali mesmo na Sede da Andante no sábado, às 9 da matina, para uma saída de campo.

No sábado, às 09:30 h, o Charles e a Nice Dotopanêta (sua namorada), se esguelando no portão para acordar o casal. A Janine não apareceu com a desculpa que tinha que salvar minhocas (é a mais pura realidade!). Alexandre não deu as caras porque tinha que salvar o mundo (sic). Renê inventou de ir aprender a dar passes mágicos num tri-terreiro. Depois dos preparativos todos, os quatro heróis vão para a saída de campo na direção do bairro São Viça, vulgo São Vicente. Já começou errado porque era pra ir pro campo e acabaram indo pra cidade, mesmo sendo um bairro. Lá chegando, estacionaram e desembarcaram no pátio da Igreja e saíram caminhando pela rua principal da perifa. A idéia era interferir e ‘ser interferido’. Resumo: quando tava ficando bom, encerrou-se porque era hora do almoço e os palhaços já estavam caindo pelas tabelas. Segundo comentários, todos aproveitaram bem a experiência.

Almoço na casa do Charles, preparado pela dona Vera. Antes da entrada da sobremesa o Charles se deu conta que já eram 14:05 h, ou seja, estávamos atrasados para o encontro vespertino na sede do Porto Cênico. Engolindo rapidamente o cafezinho saímos em carreira, esbaforidos. Chegando no Porto, James e Janine já aguardavam, distribuindo sorrisos amarelos a todos. Subimos e iniciamos o aquecimento. Alonga, estica, puxa; James trabalha com movimentos de corpo contraindo e expandindo no deslocamento, integrando com a respiração. Não necessariamente a inspiração acompanha a expansão e vice-versa, mas enfatiza a atenção no processo. Depois solicita que se busque elementos de matrizes de exercícios anteriores sem se prender em reproduzi-los, mas agregando ao que se estava fazendo. Todos demonstraram um bom empenho, um ótimo empenho pra falar a verdade, mas ficou nisso: só no empenho. James pede que nos agrupemos e inicia a leitura de uns trechos do livro “O Palhaço-bomba”, de Hugo Possolo, para reflexão. Vários comentários, elocubrações filosóficas, cosmológicas e etc. Reflexão, nenhuma. Depois que todo mundo tava bem frio, que já tínhamos perdido todo o aquecimento inicial, o dito cujo manda que realizemos nossas cenas. Neste momento a Nice acorda (ou já tinha acordado antes, não recordo). Jô e Laércio como estavam circulando de bobeira por ali são os primeiros. Durante o aquecimento (sic) até que fizeram umas coisinhas bem legais-zinhas, mas quando tentaram repetir, deu-no-que-deu: aquela cacáca de sempre. A platéia foi de novo condescendente e o James mais ainda, inclusive inventando alguns elementos ‘aproveitáveis’, tudo mentira. Depois foi a vez do Charles tentando encher balões. Ao final do encontro o James até orientou a compra de balões de outras marcas porque com balões bagaça fica impossível: é só angústia na platéia. Para finalizar o encontro desse sábado a Fada Pânqui entra em cena se recusando a colocar o nariz verde (talvez algum trauma, isso não ficou bem claro). James orientou pra falar menos ou não falar nada. Se não aparecesse em cena talvez fosse melhor ainda. No final descobrimos que a Fada apaixonou-se pelo Jardineiro Fiel.

Para piorar aquilo que parecia não poder ficar pior, o Charles esqueceu o salário do James e ainda fez o cara perder o busão das 18 horas. Tivemos que ir para a sede da Andante fazer um lanche reforçado para tentar acalmar os ânimos porque o alemão estava soltando fogo pelas ventas. Depois de forrar o bucho, mais calmo e arrotando, foi levado à rodoviária e despachado via auto-viação. Lavo e passo a ata e ainda assino. Laércio Amaral.

terça-feira, 27 de julho de 2010

REFLEXÃO...

" Ele (o Clown), pelo nome que ostenta, pelas roupas que veste, pela maquiagem (deformação do rosto), pelos gestos, falas e traços que o caracterizam, sugere a falta de compromisso com qualquer estilo de vida, ideal ou instituição. É um ser ingênuo e ridículo; entretanto, seu descomprometimento e verdadeira ingenuidade lhe dão poder de burlar situações e pessoas, com certa impunidade" (BURNIER, 1996).


Recomendo um blog interessante : http://clownelinguagem.blogspot.com

segunda-feira, 26 de julho de 2010

CCC - CineClownClube 30/07/2010

Na próxima Sexta-feira continuará o CineClownClube, às 20h .
Será no Espaço Triambakam na Rua Pedro Ferreira 155, sala 1204 A, Centro, Itajaí, SC
O filme dessa semana será "O baile".


- O baile -

Direção: Ettore Scola
Ano: 1983
País: França, Argélia, Itália
Gênero: Musical
Duração: 110 minutos

Le bal é uma adaptação que o Théatre du Campagnol tinha montado em Paris, e que com cerca de vinte e cinco actores, conseguiu compor cento e quarenta personagens. À ideia do espectáculo original, Scola foi acrescentando referências cinéfilas, em quadros que passam pelo realismo poético francês, pelo filme musical estadunidense, pelo neorealismo italiano e até pela presença de um actor com extraordinária semelhança com Jean Gabin[1].
A história é filmada em um único cenário - o salão de dança - o que poderia fazer com que se caísse na armadilha da teatralidade rebuscada. No entanto, a ausência de diálogos, os grandes planos das fisionomias e expressões dos actores, a ligação dos planos e o tratamento da banda sonora, conferem ao filme um carácter cinematográfico em que o teatro é unicamente o ponto de partida.
O filme permite ainda ao espectador identificar as sucessivas caricaturas que lhe vão sendo apresentadas: as personagens do tímido, do abusador, do auto-convencido, do intriguista, do bajulador, dos marginais, do símbolo de autoridade, do poder assumido e da repressão. O mesmo se dá com as diferentes personagens femininas.[2]. Todas elas se vão identificando com os factos e os contextos de cada uma das épocas retratadas.
Para além de toda a emoção que o filme transmite, realce-se o toque de humor através de uma sequência de gags inesperados. Contudo, são também marcantes as alusões políticas, como acontece com a ocupação nazista e com o Maio de 1968.
Começado a ser realizado em agosto de 1982, a rodagem teve de ser interrompida por Scola ter sofrido um ataque cardíaco e só foi retomada uns meses depois.
Filmes que já forma vistos:
  • Noviembre
Lista de filmes que poderão ser vistos nas próximas sexta-feiras:
  • Cenas de palhaços em geral
  • O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
  • O Equilibrista
  • Noites de Cabíria
  • A Vida é Bela
  • Doutores da Alegria
  • Os Palhaços
  • A estrada da Vida
  • Edukators
  • Todos do chaplin
  • O carteiro e o poeta
  • Ensaio de orquestra
  • Todos dos Irmãos Marx
  • Narradores de Javé
  • O maior espetáculo da terra
  • Todos do Buster Keaton
  • Muito além do jardim
  • Todos do Harold Lloyd
  • O mundo de Andy
  • Chaves
  • Todos do Gordo e Magro
  • Mr.Bean
  • Todos dos 3 patetas
  • Monty Python
  • A Vida de Brian
E ainda estamos abertos à sugestões....

quarta-feira, 21 de julho de 2010

AGUARDANDO ..COMENTARIOS ... Vontade de compartilhar







vontade de expressar ...


























são Sete cores .. Sete os Confinados -- Retiro OSPAIA






















CCC - CineClownClube

Nesta Sexta-feira começará o CCC - CineClownClube!

O Projeto foi criado a partir da necessidade dentro do coletivo ospália de aprofundar a reflexão sobre a arte em especial sobre o palhaço.
Toda Sexta-feira às 20h 30min será exibido um filme relacionado à arte ou especificamente ao Palhaço!
Será no Espaço Triambakam na Rua Pedro Ferreira 155, sala 1204 A, Centro, Itajaí, SC
O CineClownClube tem o apoio do Projeto "O Q somos" e do Triambakam.


Na primeira sessão será rodado o filme Noviembre
Título original: Noviembre
Local/ano: Espanha, 2005
Duração: 130min
Diretor: Achero Mañas
Música: Eduardo Arbide
Produção: José Antonio Félez
Fotografia:Juan Carlos Gómez
Audio/Legenda: Espan./Portug.
Direção de Arte: Federico G. Cambero


Sinopse
Empurrado por um espírito que, todavia, conserva seu verniz de idealismo, Alfredo, decide criar "un arte más libre", feita com o coração, capaz de fazer com que as pessoas se sintam vivas. Seu conceito de teatro vai além do palco, se passa em plena rua, cara a cara com o público. Em uma praça qualquer, em um parque ou na avenida mais comercial da cidade, Alfredo e seu grupo NOVIEMBRE, começam suas atuações: Diabos que provocam as pessoas, intervenções de denuncia social, ações levadas ao extremo de colocar em alerta as forças de ordem pública. Não há limite nem censuras, só há idéias e todas valem se são capazes de conseguir que o espectador deixe de ser espectador e passe a fazer parte da representação; se surpreenda, se assuste, sorria ou chore. O teatro como a vida, a vida como o teatro...Já não há diferença. [traduzido do site oficial]




"quero fazer teatro porque quero fazer algo por mim e pelos outros quero fazer teatro porque acredito que serve como comunicação entre os seres humanos porque acredito ser um caminho até o entendimento e a compreensão.por isso...Adoraria mudar esta merda de mundo, e acredito que ele ainda pode ser mudado... [Alfredo]

http://www.youtube.com/watch?v=HiIoe0IEdTM

http://www.tesela.com/noviembre/