A mercê de si, a mercê da vida
Como qualquer um, mas com a coragem de transparecer

Palhaças naturistas?
Durante o encontro de palhaços de Itajaí tivemos a cerimônia do chá, um momento de reflexão sobre o trabalho de palhaço. Segue aqui um apanhado de expressões da cerimônia. Digitado smultâneamente esse documento não se preocupa com a linearidade do discurso mas sim com a espontâneidade ( ou não) do texto assim como na fala. Como foram vários digitadores o próprio texto tem diferenças de escrita.
Pena não poder compartilhar o Chá e os biscoitos.... Fica pra próxima.
Digitador:Charles
Bastão – James
Depois do cabaré eu já falei algumas coisas importantes dentro do Ospália. Algumas coisas vale a pena salientar. do empenho e de ...de....de dessa força ....
Essa iniciativa do Charles...é legal.
O trabalho de grupo é dificil. Dentro da Carona enfrentamos essa dificuldade em decorrência dessa grupalidade. Quando o Charles me convidou, e nós estávamos no primeiro encontro na casa da Laércio e da Jô. Quando eu vi 18 pessoas, eu me perguntei quanto ficariam... achei que fosse a metade e na verdade foi menos da metade que ficou.
Essa idéia do projeto, eu vejo como algo novo. E interessante e mais bacana ainda se desses......na carona tínhamos um grupo de pesquisa.....e lá agente tinha essa idéia que está no Ospália...
Esse tipo de trabalho onde sabíamos o que queríamos pesquisar, mas sem ter a menor noção de onde vai dar.
O resultado pra mim é bem nítido. A diversidade de cenas, onde cada um trabalhou o que queria e não queria mostrar.
O prazer pra mim foi maior ainda vendo vocês em cena ontem. Porque na cena apareceu coisas, sutilezas que só puderam aparecer com o público. O trabalho do clown depende do público.
público não pode ver que não funcionou o que fizemos. Temos que fazer que os erros pareçam que faziam parte do script.
Muitas coisas que o Renê trouxe funcionaram muito bem em cena. E se ele tivesse se podado antes de trazer, talvez ficasse sem coisas muito boas.
Eu sou o James e disse isso!
James passa o Bastão
AHOW
BASTAO CAIU
Bastão - Elenice
Não participei de todo o processo, só do retiro eu era uma pessoas amargurada e aí apareceu jesus na minha vida e tudo transformou-se.
Ahow
Digamos que as coisas se encontraram...as transformações se encontraram da vida e do palhaço.
Mais do que nariz assim...enfim..tudo o que eu estou aprendendo...são as pessoas que eu estou tendo contato
Quero dizer para a Jô que foi maravilhoso entrar no olhar do Laércio.
"recordação de um exercício do retiro sobre olhar"
A primeira pessoa que eu olhei foi o Laércio...hehehahahahheheh
Eu não estudei muito palhaço...mas essa coisa do palhaço...independente se ele é troncudo o palhaço tem que estar em relação.
Quero dizer que foi muito bom ver o Renê tirar a roupa.
Eu sou a Elenice e disse isso!
Elenice passa o Bastão
AHOW
Bastão - Renê
Pô pra mim
Conheci o palhaço a idéia do palhaço
é pra mim...foi um presente muito especial, fiz algumas oficinas....ai encontrei o Charles e ele me convidou para participar
Agradecer a todo mundo, agente é diferente, mas estamos nessa proximidade...onde cada um tem uma postura. E tivemos que lidar com as opiniões diferentes, e foi muito bom estar com vocês esse tempo todo.
"começa a fingir um choro"
Agradecer a todo mundo que foi muito massa
Acho que não aprendi tanto quanto de quando eu tava...acho que não posso falar isso...
É como a frase que o Charles fez...a comemoração de um pas....como é que é mesmo...?
Eu sou o Renê e disse isso!
Renê passa o bastão
AHOW
Várias fugas diferentes
Borboleta feiticeira
É a ata
Ninguém pensou em trazer uma filmadora?
Quem que estar?
Digitadora: Elenice
Bastão - Charles
Muito bom experimentar
Tentar se livrar da pressão, da culpa, de querer fazer algo bom, a melhor coisa do mundo. Claro que você tem que aperfeiçoar a técnica, mas livrar-se de uma cobrança desnecessária.
Significativo foram os encontros de quinta-feira. O número era passado e todos assistiam e palpitavam gerou uma série de conflitos: Às vezes conseguia aceitar e transformar. O outro mal e bonzinho e coitado de mim
Tocar em frente, fazendo é bem mais difícil
Abri mão da cena
Abri mão da data do cabaré
Renê com o numero dele, novidade de Blumenau, a outra cena tava boa, tira o strip, escuto os outros ou eu, e optou ficar com strip.
A Janine, cena com fala, direção solo, descascou pau, deu vontade de estrangular e pegar no colo, que guria lesada. Porra olha só ela tem tanta coisa boa para dar.
Como passar deles? A coisa da condenação é difícil de passar.
Confecção de textos, reflexão de autogestão.
Como se autogerir?
Eu sou o Charles e disse isso!
Charles Passa o bastão
AHOW
Bastão - Renê
No meio da proposta rolo outra coisa.
Vou tirar uma parte do número.
strip, balde de água fria, riso fácil.
A opinião da James foi muito importante para mim.
Não passava agulha.
Relação com a essência,
Apresentar pro James, medo de não apresentar. James se divertiu muito...
Puta merda ele vai detonar com que eu fiz.
Depois disso foi pra navegantes, Vuaaaaaa..... fleft...fleeeeeeeeft.Boné papa... foi se encaminhando pra outra coisa.
Uma relação meio de libertar...posso fazer isso... cada vez mais bem comigo mesmo.
Navegantes, muito nervoso.
Reike...jo e laercio. O público gostou, mas não sai bem.
Ontem foi bom... dei alguma coisa e recebi alguma coisa.
Eu sou o Renê e disse isso!
Renê passa o bastão
AHOW
Bastão - Genifer
E é só isso.
A criação números... Salvador. Criação de solos...ensaiamos muito...meu processo 2 cenas mais de tristeza e com boneco..e outra mais alegre. Na cena de tristeza entrou escandaloso...fechado intimista.
Fica ensaiando tanto para ser legal...e se prepara mais pro número do que pro estado, do que pra tá lá. Ontem no cabaré, agente não brinca com o presente. Mas é legal com aquela outra pessoa, ontem gente espirrando... som lá fora que ninguém dialogava...o número pode ser qualquer coisa...e pode ser o que agente não ensaiou.
Eu sou a Genifer e disse isso!
Genifer passa o Bastão
AHOW
Bastão - Wilson
Concordando, na minha opinião e essa do momento cara. Incluindo no caldeirão. Muito acanhado do espaço confinado. Sinto mais a vontade no mais aberto, muito formal...vou assistir o espetáculo agora...um pouco mais circense...todo mundo entrando e as outras coisas vão acontecendo ao mesmo tempo.Os grandes mestres... Tem todo lance da preparação seu corpo perfeitamente alinhado no que esta acontecendo. No circo, jô e Laércio, exercícios de conhecimento do corpo. Na relação direta com as pessoas não é de abrir mão jamais. Nasceu do acaso o Renê. Maiores provas.
Eu sou o Wilson e disse isso!
Wilson passa o bastão
AHOW
Bastão - Iná.
Agradecer vocês e eu em permitir estar aqui. Ir pontuando algumas coisas. Voltando a elas. Eu vou falar como alguém da platéia, uma personagem do público, vi e ouvi sem saber do processo. As pessoas sabem da idéia do processo, mas, não sabem como ele aconteceu, as suas dificuldades. Pra alguém que estava no público e não ouviu isso. O local inviabiliza os espectador de entender e ver melhor, sentado e ter que buscar a imagem. O pé o corpo todo e tudo é importante...o local muito ruim... as cadeiras todos no mesmo plano. A roupa do palhaço é tão bonita.
O que aconteceu durante cena... a cigarra... que fica cantando... incomodava... as interferências... o carro som... estremeceu. Deveria sim .. o desenho... sutileza da jô...o cara tem que estar preparado para aproveitar estas situações... as pessoas tem que achar gostoso aquele encaixe.. ele pode não saber o conteúdo...ele sente quando não foi feito legal.
Ansiosa porque quero entender...eu não estou achando graça...disso. Cena do Charles... fica a vontade para tua interpretação...
Trabalho – vivemos num momento de democracia... e o ator tem que estar preparado para interferência direta do público. Uma pessoa entrou e estabanou... Todo mundo ficava quietinha.. e não ousava abrir a boca e hoje as pessoas podem e sentem a vontade de interferir.
Eu sou a Iná e disse isso!
Iná passa o bastão
AHOW
Bastão - James
Uma das possibilidade de maior aprendizagem é a rua. Expor-se é o maior caminho.
Na rua por ser um espaço, sem script e sem roteiro...experimentar coisas que passam na tua cabeça e então faça...Você tem que entrar no jogo... Trabalhar de longe na praça...coisas muito legal acontecendo...momento às vezes completamente perdidos.
Isso acontecia...eu estava fazendo o que eu queria ou no que estava acontecendo eu não estava aberto para o que estava acontecendo...Eu tentei olhar a praça e aquilo estava um caos tão lindo. Eu agarrado no pescoço do velho...aquela situação caótica.. uma das funções ir para lá e fazer. Quase tudo deu errado. Mas, uns 30 minutos deu em alguma coisa...o resto era lixo... desses 30 minutos desligar as pessoas...as pessoas que estavam lá para arejar...e podem se perguntar: ninguém tá pagando esses malucos? E se deparar com esta situação uma amizade que não explícita...teve uma coisa muito legal... o Renê tava sendo atacado por um dinossauro..o moleque vinha com o dinossauro atrás do Renê.. e eu fui atrás com o cachorro de balão .. o moleque ficou em pânico quando viu o cachorro .. e o menino entrou em pânico.. ele entrou tanto no jogo que fugiu do cachorro.. e o menino começou quase a chorar... o lado clownesco de cada um. Não foi em cima. a situação...eu esfregar o cachorro nele... reagir as coisas. E dando chance para ele... Meu! ta acabando com ele... Meu corre pra cima dele também... aí foi no momento de experiência verdadeira. 30 minutos... foram 5 minutos de clima clownesco... de não pensar se isto é certo. Para isso acontecer eu não posso estar me julgando naquele momento.Se o James ficar o tempo todo se julgando...tem coisas que não pode passar pelo racional... Se não tu não rola no meio da praça. Também não abandonar o racional. Tem alguém ainda olhando por cima... achar essa ponte é muito dificíl e quando eu acho eu fico muito feliz.
Eu sou o James e disse isso!
James passa o bastão
AHOW
Bastão - Iná
Uma pergunta para o grupo...é mais fácil aceitar as interferência em um espaço aberto ou em um espaço fechado...porque parece que em um espaço mais aberto...do que uma local fechado...porque no espaço aberto pode acontecer várias coisas e ter outras interferência
e ontem eu pensei o quanto é díficil o trabalho de vocês porque tinha pessoas de várias idades...e vocês tinham que trabalhar com todas essas idades ..e até a cena do strip e ele trabalhou com a cena muito forte...e todo mudo riu...e será que eles estão rindo...e as pessoas estavam rindo porque realmente é engraçado e agora eles estavam...nosYESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
Eu sou a Iná e disse isso!
Iná passa o bastão
AHOW
Bastão - Janine
Esse ano foi muito intenso para mim e o que me apaixonou no clown foi...comecei a fazer um curso de clown no sesc e achei que iria ser laguinho tranquilo...entretanto entrei em águas profundas e depois participei de um retiro que foi muito forte...e foi muito bom participar desses conflitos e depois encontrar algo engraçado em mim porque isso é muito difícil...
ÔOOO o celular é meu...iiii rsrsrsrs
E eu apresentei no público de permacultura e o público me surpreendeu e é realmente aquilo que... e chegar no conflito e 5 pessoas me dirigindo e quando eu conheci o James pensei outro diretor que eu odeiiiiiiiiioooo só que depois eu gostei da maneira dele... O diretor querido legal vai lá e fala ... isso é bem interessante.... e
James metido falando... Janine autoriza ....
isso é uma coisa legal da coletividade e isso foi legal manter ou instalar ...essa forma difícil de trabalhar porque cria atrito ...só que para pensar o que é de vocês o que é seu...como surgiu as modificações ...trabalhar no coletivo é difícil ele faz parte do coletivo e trabalhar com ele é difícil é um jogo que um puxa o outro cede um pouquinho...vou levantar uma polêmica... que vocês achem o numero de um uma porcaria...só que como foi o processo de cada um o contexto é outro...só que isso não é motivo de o trabalho ser bom ou ruim...o espaço é isso foi isso que deu...só que agora tem que ir mais ...para com o tempo ir completando o trabalho nosso ...eu sou James
e disse isso...AHOW
Volta Janine
até porque quando eu entrei no grupo eu queria fazer alguma coisa por causa da ideologia....e quando não deu...então porque fazer essa merda....
Não sei onde chegar... então, e hoje eu sinto que não estou no ponto que eu estava ....só que a contribuição do Laércio foi importante nesse processo das trocas de idéias .......
Eu sou a Janine e disse isso!
Janine passa o bastão
AHOW
(Renê leva James para rodoviária. James agradece o estar com todos. Conversas paralelas.)
Digitadora: Genifer
Bastão - Laércio
Legal o processo de Ospália!
Fala de seu processo como palhaço, e da forma com que se aproximou do grupo na sua descoberta como clown. Foram muito acertados os caminhos, a oficina com Tica, o assistir seu espetáculo e dizer: "é isso!".
Há muitos anos, vinculado às artes, fala de seu contato com pessoas jovens, de mente aberta, e da diferença de fases do que se faz na e com a arte em diferentes anos e contextos. Muito bacana partilhar isso, e contar – disse.
Esse ano, com Ospália, acha que iniciou de uma forma muito acertada, porque de alguma maneira as pessoas já tem essa percepção da arte – a busca de arte enquanto essência.
Hoje, quando vê alguém com uma idéia panfletária diz que não há mais necessidade, os caminhos hoje são e estão abertos.
Uma das entradas no clown para ele foi de autoconhecimento e de cura: como o riso pode movimentar uma platéia e libertar a mesma, suas amarras. Quer ver como isso funciona junto com o público.
Fala de uma experiência de hoje na praça, de uma menina que foi a fim de maltratar os palhaços, e de um outro que espontaneamente pegou em sua mão. Disse que quando a menina viu os dois de mãos dadas se transformou: alisou o cachorro...se transformou! Foi embora soltando beijinhos.
E que todo o jogo foi de alguma maneira despretensiosa. E por isso que falam que a rua é fundamental para nós, onde se trabalha o estado do palhaço – o que é muito difícil. Estar aqui, presente, é o mais difícil. Vivemos de alguma maneira hipnotizados, é muita besteira que carregamos. E o palhaço vem para quebrar isso também. Estar aberto para o que acontece, através do exercício.
Eu sou o Laércio e disse isso!
Laércio passa o bastão
AHOW
Bastão - Jô
Tenho muitas coisas pra dizer, nem sei por onde começar.
Começa falando de algo que foi fundamental para o seu trabalho, que tem a ver com o abrir mão de suas coisas. Conta que começou a trabalhar ano passado, com a Tica, e de mexer em feridas profundas (a sorte que tinha como terapeuta o Laércio). Quando achou que estava curada vem a segunda oficina, que foi outra coisa e maravilhosa. Nesse um ano que se passou para ela estava muito claro: estava entrando em um universo que demoraria muito tempo para saber e fazer. Ir lapidando. Quando descobriu o clown soube que era muito mais "embaixo", uma linguagem que não é simples, ainda muito complicada. Se achar simples é porque mergulhou muito nela. Quando Charles propôs que em 3 meses se criassem números, pareceu desesperador.
Se hoje conseguiram chegar aqui, e bem, é graças a esse abrir mão, de Charles, sobretudo. Fazer algo legal junto ao coletivo.
Agradeceu a Charles pelo seu processo, que afetou todos.
Conta que quando começaram os processos, com James, percebeu que aos poucos conseguia olhar para os números, os seus e dos outros, e detectar coisas que poderiam ficar melhor, ou mexer. Pela crítica que melhoramos, e isso foi muito bacana: dar esse tempo para amadurecer, olhar o outro, olhando para gente, assim, e amadurecendo nosso olhar.
Fala que tem muitas coisas para se trabalhar, e que o resultado foi muito grandioso pelo pouco tempo de trabalho. É um trabalho eterno. Diz que quando o espetáculo parece que está pronto, não está. Que o teatro é infinito (Iná complementa dizendo que todos os trabalhos são assim, eternos). Sempre há algo para se fazer, é um "inferno maravilhoso". Você se joga, e como sai..
Agradece, e diz que o coletivo é muito bom, para trocar, e torce que o projeto continue.
Fala de uma Cerimônia do Chá passada, e que naquele dia sentiu profundamente que ali estava um grupo - Ospália. Bonito e gostoso de ver. Juntos, querendo algo de bom para todos. Um aprendizado para todos, inclusive nos momentos de briga. Cita "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", e fala da dor e delícia de trabalhar em grupo.
LAERCIO (Adendo)
Os grandes palhaços são velhos, porque realmente demanda muito tempo para aprender. E porque não se tem mais nada para perder, um momento de consciência. Que isso bateu muito forte, porque é o estado de vazio. Não precisa de mais nada – mas para isso precisamos de muito trabalho. Temos que ralar, não dá para ser irresponsável. Estar em um estado de abertura não pode implicar em um estado de irresponsabilidade. Como coletivo, temos que cuidar disso. Tem que estar junto, sempre.
Eu sou a Jô e disse isso!
Jô passa o bastão
AHOW
Bastão - Marcela.
Faz um voto de silêncio, mas vai falar.
Acha que se fosse resumir em uma palavra todo o processo seria EVOLUÇÃO de cada um. Ficou muito surpresa com o querer ajudar o outro, que o número ficasse bom... A todo instante queria entrar novamente no teatro, nesse mundo, e ficou muito feliz quando conseguiu, e pôde. Ficou muito feliz de estar lá.
Achou muito bom assistir todos e ver que todo mundo tem um lado que consegue ver o clown sendo mais aprimorado, perceber que você também consegue contribuir com o outro, que tem idéias boas. Crescimento mútuo. Agradece a todos, a Charles, pelo processo. Feliz de ter participado, e quer mais.
Eu sou a Marcela e disse isso!
Marcela passa o bastão
AHOW
Bastão - Ronaldo
Sugere que o grupo monte o projeto para levar para escolas, montar um fórum (conta que já fez isso na Baixada Santista, conseguindo apoio da Prefeitura, com planejamento, temas relacionados ao hip hop..). O quanto isso é proveitoso, germinando sementes – sobretudo com crianças e adolescentes, que olham isso e se identificam, e seguem fazendo. Sementes para o futuro.
Eu sou o Ronaldo e eu disse isso..
AHOOOOWWWWW!!!
seres de olho pequeno e dentes grandes.
Entro nesses blog para Protestar
Eu fui abduzida pelo misterioso Planeta da Fada Punk,
e foi bem lá naquele Retiro de Sete Palhaços.
Num CERTO dia de catarse total
Ela botou a mão na minha cabeça e me batizou no - Outro Planeta!
Outro Planeta,
não é invenção da cabeça destrambelhada, atrapaiada de Plim-plom made china
Outro Planeta, ele de fato existe.
Tem Banheiro seco, mas não tem Multinacionais.
Outro Planeta,
é Terra de Paz e Pipa
e brincadeira todo dia.
Ficha Técnica
Direção, roteiro cênico, atuação e confecção de adereços: Genifer Gerhardt. Confecção das malas e cenário: Lico Santana e Genifer Gerhardt.
Trilha sonora: Genifer Gerhardt, a partir de excertos de músicas populares, nacionais e internacionais.
Duração: 40 minutos.
Classificação: livre.
Ospália – Coletivo de palhaços em pesquisa (Itajaí –SC)
Horário: 15h 30min Local: Praça da Beira Rio
Entrada Franca
Atuação: Integrantes do Ospália - Coletivo de Pesquisa em palhaços
*Cerimônia do Chá
Roda de conversa sobre a arte de palhaçar. Para refletirmos sobre tudo isso que nos cerca e oque nos liberta também. Para entre grandes discussões metafísicas e anti-metafísicas ns depararmos com uma grande questão: Comer um biscoito amanteigado ou de amendoim. Formação em palhaçaria, relação com o público-platéia, políticas para a cultura, a relação do artista com a cidade entre outras questões...
Histórico: Numa bela noite, em que os integrantes do Coletivo Ospália estavam com preguiça de trabalhar. Sentaram e começaram a tomar chá verde e comer alguns quitutes. Junto com a comilança eles discutiam os rumos do coletivo. E compartilhavam descobertas sobre o mundo da palhaçaria. Você pode conferir o relato feito pelo Wilson: http://ospalia.blogspot.com/2010/08/ata-de-reuniao-de-numero.html
Utensílios necessários: Chaleiras ou garrafas térmicas, copos/xicaras/canecas, colheres, o chá propriamente dito, água, bocas para comer, beber e falar. ouvidos para escutar.
Horário: 18h
Local: Centro Público de Economia Solidária de Itajaí (CEPESI)
Rua Lauro Müller, 39 - próximo à Caixa Econômica - Centro
Entrada Franca
Domingo, dia 14 de novembro de 2010
*É tentando que se desiste
"Palhaço Claus" - James Beck (Blumenau)
Sinopse: Intolerante com os absurdos do cotidiano, Claus, um clown mal-humorado, libidinoso e de saúde frágil, na companhia de sua mala e de seus remédios, brinca e se enerva com suas referencias de infancia.
Às 20h
Local: Imcarti - Instituto de Canto e Arte de Itajaí - Praça 1º de maio - Edifício Vila Real– Bairro: Vila Operária
Duração: 50 minutos.
Classificação: livre.
Ingressos no local: 10 reais (inteira) e 5 Reais (Meia-entrada)
Workshops
Workshop 1:
O Clown em espaços não convencionais
Ministrante: Carolina Moya – Buenos Aires (Arg)
Data: 16/11 até 19/11
Horário: 19.00 ás 22.00
Objetivo: Investigar sobre a técnica do clown e suas possibilidades expressivas em espaços alternativos aos habituais.
Valor do Workshop: R$ 60,00
Workshop 2: O Corpo e o objeto na criação cômica
Ministrante: Carolina Moya – Buenos Aires (Arg)
Data:20 e 21 de novembro
Horário: 10.00 ás 13.00 / 14.00 ás 19.00
Objetivo: Investigar as possibilidades de transformação e expressão que nos oferece o corpo e os objetos no processo da criação cômica.
Valor do Workshop: R$ 60,00
Inscrições e informações sobre o workshop: lcorrea76@hotmail.com ou 47 9905 5058
Local do curso: SESC Itajaí . Av Cel. Marcos Konder, 888 / Itajaí – SC
Realização do Encontro de Palhaços: Projeto Ospália - Coletivo de palhaços em pesquisa
Apoio: Imcarti (Instituto de canto e arte de Itajaí), CEPESI (Centro de economia solidária de Itajai), Cia Andante, Sala Verde (Itajaí-SC), Grupo Porto Cênico e Mdivideo.
Mais informações: ospalia@gmail.com ou com ou pelo telefone (47) 9946 6070 Charles Augusto (Coordenação)

Olá Charles,
Gostei do Abaetetuba ontem. Gostei de te rever. E gostei do Uórqui do Coletivo Ospália. Esses palhaços são bem interessantes. O Wilson é um figura! Muito divertido e tem uma cara muito engraçada, uma voz muito boa.
Gostei do seu número de palhaço. Eu já tinha visto lá no Carlos Gomes um tempo atrás, acho que em julho, quando você tinha feito uma oficina de palhaço em Perequê. E vi que algumas mudanças aconteceram, e surgiram novos elementos. O balão que vira um rosto com o nariz de palhaço. Muito. Charles explore mais esse rosto, a brincadeiras com o balão e os seus tamanhos de enchimento diferentes e você já tem um número solo de palhaço de 40 minutos tranquilamente. E o público vai ficar interessado do começo ao fim.
Gostei do palhaço Canela e da forma como ele interagiu com o público. Ele soube lidar com as informações que o público passou e jogou com isso. Gostei também daquela camisa no braço dele que ganha vida própria. Mas depois ele se perdeu um pouco quando ficou com os dois braços com vida própria. Depois retomou de novo o ritmo de jogo.
Ah e ele não baixou as calças né? E o público pediu. Ele pode até brincar com isso, dando a entender para o público que ele está sem cuecas e não iria dar certo o número (porque tem crianças assistindo - alguma coisa assim). Ótima a ideia de pedir moedas para o público. Super cara de pau hehehe
A palhaça Fada Punk gostei dela também e das mudanças de humor. Mas penso que ela usou muitos diálogos. O que ficou um pouco cativo. O figurino está ótimo e a flor na cabeça, boa sacada! Ela podia brincar mais com a flor, criar uma expectativa maior no público e depois comer. De um modo geral gostei de todos os palhaços porque eles souberam brincar com os seus figurinos e tinham sempre elementos para jogar. (A fada com a flor, você com o balão, o Canela com as camisas dele).
A outra palhaça. Muito boa. Brincou com aquele "voluntário" e depois chamou ele de novo! Ela fez todo um suspense para tirar um lenço do seu figurino, daí o público vibrou com aquilo e ela fez uma cara de: "e daí? É apenas um lenço".
A ideia do instrumento é ótima. Ela cria toda uma expectativa de tocá-lo, mas acontece tanta coisa, ela se distrai, se atrapalha e depois nem toca o instrumento. Muito bom.
Os olhares dos quatro palhaços está ótimo. A presença. Os gestos. Gostei bastante.
Está muito bom o trabalho de vocês. Parabéns. Estão no caminho certo. É dessa forma que eu vejo o palhaço também.
Fiquei com vontade de sair de palhaço de novo ao ver o trabalho de vocês.
Luiz Cláudio
Patch Adams no programa Roda Viva
Patch numa expedição ao Camboja
Nesta Sexta dia 6 continuará o CineClownClube, às 20h .Lista de filmes que poderão ser vistos nas próximas sexta-feiras:


