O Encontro Ospaliano de sábado, 24/07, começou na quinta, 22/07,na sede da Andante, com as presenças de Jô, Janine, Alexandre, Renê, Charles e Laércio. Aquecimento até chegar naquilo que estamos chamando de dança pessoal (...). Após, Charles demonstrou o material de sua cena, o qual foi solicitado à repetição (ninguém entendeu nada!). Após a segunda apresentação a platéia ficou com vergonha de pedir mais uma, o melhor foi ficar sem entender mesmo! Foram feitos vários comentários, ideias, e etc, para que o Charles faça algo pra tentar melhorar aquela bosta. Em seguida foi a vez do René. Ele sempre entra muito ‘aberto’ e daí fica aquele negócio de inventar tudo na hora, tentando dar conta de improvisar uma coisa atrás da outra, uma merda! Mas como o público é bem condescendente falaram que tudo estava muito... lindo, maravilhoso, muito legal, uhuuu e criativo, só tem que modificar uma ou outra coisinha, como por exemplo, não improvisar nunca mais. Ou seja, estabelecer uma partitura e segui-la fielmente. O pobre foi anotando num bloquinho tudo o que a assistência falava, talvez no intuito daquele aprendizado de ‘já sei o que NÃO devo fazer...’
Em seguida estabeleceu-se aquela tensão: a Janine não querendo apresentar, Laércio e Jô encagaçados sem nada pra mostrar e o Alexandre como um ‘dois de paus’ assobiando e olhando para cima, tentando disfarçar.
Com o tardar das horas, o casal-dono-da-sede começou as indiretas e as visitas ‘se tocaram’ e foram saindo de fininho. Alguns se amarraram mais, outros menos. Ficou marcado que o grupo se encontraria ali mesmo na Sede da Andante no sábado, às 9 da matina, para uma saída de campo.
No sábado, às 09:30 h, o Charles e a Nice Dotopanêta (sua namorada), se esguelando no portão para acordar o casal. A Janine não apareceu com a desculpa que tinha que salvar minhocas (é a mais pura realidade!). Alexandre não deu as caras porque tinha que salvar o mundo (sic). Renê inventou de ir aprender a dar passes mágicos num tri-terreiro. Depois dos preparativos todos, os quatro heróis vão para a saída de campo na direção do bairro São Viça, vulgo São Vicente. Já começou errado porque era pra ir pro campo e acabaram indo pra cidade, mesmo sendo um bairro. Lá chegando, estacionaram e desembarcaram no pátio da Igreja e saíram caminhando pela rua principal da perifa. A idéia era interferir e ‘ser interferido’. Resumo: quando tava ficando bom, encerrou-se porque era hora do almoço e os palhaços já estavam caindo pelas tabelas. Segundo comentários, todos aproveitaram bem a experiência.
Almoço na casa do Charles, preparado pela dona Vera. Antes da entrada da sobremesa o Charles se deu conta que já eram 14:05 h, ou seja, estávamos atrasados para o encontro vespertino na sede do Porto Cênico. Engolindo rapidamente o cafezinho saímos em carreira, esbaforidos. Chegando no Porto, James e Janine já aguardavam, distribuindo sorrisos amarelos a todos. Subimos e iniciamos o aquecimento. Alonga, estica, puxa; James trabalha com movimentos de corpo contraindo e expandindo no deslocamento, integrando com a respiração. Não necessariamente a inspiração acompanha a expansão e vice-versa, mas enfatiza a atenção no processo. Depois solicita que se busque elementos de matrizes de exercícios anteriores sem se prender em reproduzi-los, mas agregando ao que se estava fazendo. Todos demonstraram um bom empenho, um ótimo empenho pra falar a verdade, mas ficou nisso: só no empenho. James pede que nos agrupemos e inicia a leitura de uns trechos do livro “O Palhaço-bomba”, de Hugo Possolo, para reflexão. Vários comentários, elocubrações filosóficas, cosmológicas e etc. Reflexão, nenhuma. Depois que todo mundo tava bem frio, que já tínhamos perdido todo o aquecimento inicial, o dito cujo manda que realizemos nossas cenas. Neste momento a Nice acorda (ou já tinha acordado antes, não recordo). Jô e Laércio como estavam circulando de bobeira por ali são os primeiros. Durante o aquecimento (sic) até que fizeram umas coisinhas bem legais-zinhas, mas quando tentaram repetir, deu-no-que-deu: aquela cacáca de sempre. A platéia foi de novo condescendente e o James mais ainda, inclusive inventando alguns elementos ‘aproveitáveis’, tudo mentira. Depois foi a vez do Charles tentando encher balões. Ao final do encontro o James até orientou a compra de balões de outras marcas porque com balões bagaça fica impossível: é só angústia na platéia. Para finalizar o encontro desse sábado a Fada Pânqui entra em cena se recusando a colocar o nariz verde (talvez algum trauma, isso não ficou bem claro). James orientou pra falar menos ou não falar nada. Se não aparecesse em cena talvez fosse melhor ainda. No final descobrimos que a Fada apaixonou-se pelo Jardineiro Fiel.
Para piorar aquilo que parecia não poder ficar pior, o Charles esqueceu o salário do James e ainda fez o cara perder o busão das 18 horas. Tivemos que ir para a sede da Andante fazer um lanche reforçado para tentar acalmar os ânimos porque o alemão estava soltando fogo pelas ventas. Depois de forrar o bucho, mais calmo e arrotando, foi levado à rodoviária e despachado via auto-viação. Lavo e passo a ata e ainda assino. Laércio Amaral.
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Misenhor!!!! Mas que é isso???!!!
ResponderExcluirJÔ
estimado laercio!
ResponderExcluiradorei a ata.
ela tem um clima de avaliação clownesca muito interessante.
me explico:
no meu entender, o palhaço tem uma liberdade por natureza, que lhe é bem útil. ele pode falar o que quiser, pois todos acham que é uma piada, ou que ele é um idiota, não sabe o que diz.
me agrada ler a ata e não saber quando tu escreve para ser algo verdadeiro, ou piada, uma cotovelada nas costelas, um carinho, comentário ácido que não poderia ser dito em outro momento...
te confesso que refleti bastante sobre minhas ações com voces em nossos encontros após ler a ata. gostaria que cada um de nós lesse a ata sob outra perspectiva.
abraços apertados nas orelhas de todos voces.