Esse é o blog do Ospália. Aqui você poderá ver o que acontece e o que não acontece nos projetos Ospaliantes. Além de informações variadas sobre palhaços e arte de maneira geral.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ata de reunião de número Blablablablablablablá do mês de agosto do ano luz de 2010 – 20h30min

Prólogo

Já se fazia noite na pequena e pacata cidade de Itajaí. No alto do canto do morcego lagartos já cochilavam, passarinhos se recolhiam em seus ninhos, cobras em seus buracos, tartarugas em seus cascos, enquanto grilos e gafanhotos embalavam as estrelas com sua longa sinfonia. No centro da cidade, comerciantes fechavam suas portas após sua “nem tão longa” jornada de trabalho, donas de casa se apressavam em servir os seus jantares, operários e peixeiros relaxavam em seus sofás queixando-se de suas crônicas dores lombares, vendedores ambulantes, secretárias, manicuras e toda uma sorte de noveleiros de plantão aguardavam ansiosos o final do horário eleitoral gratuito p liberar suas emoções frente à telinha. (plin-plin).
Enquanto isso num outro ponto da cidade, mas especificamente na rua que nunca me lembro nome numero num sei lá o que, numa pequena “Choupana de madeira”, algo de muito estranho parecia acontecer... Nada de aparelhagens multimídia, televisores ou qualquer coisa do tipo, nem sequer um radinho a pilha ligado para manter a conexão com o espaço externo, essa anomalia comportamental havia sido batizada com o nome fictício de reunião d’ “OsPalias”.

Primeiro Ato
A Cerimônia do Chá

Naquela noite na mesma choupana de madeira... Jô Fornari e Laércio Amaral curtiam um romance transcendental, embalados na literatura Zen Budista, seus olhares refletiam toda afeição e desejo que sentiam mutuamente um pelo outro, seus coraçõezinhos pulsavam acelerados na mesma freqüência rítmica e galáctica interestelar, enquanto tentavam transpassar para as visitas toda a calma e tranqüilidade lida no livro. Não distante dali um casal comia seu lanche noturno, confidenciando as aventuras vividas durante o dia a dia, no mesmo momento num outro ponto da cidade, um pequeno acionista da Semasa Charles Muller (O Augusto) se despedia de sua amável mãezinha e de seus quitutes favoritos enquanto montava sua bicicleta aro 20, modelo barra forte, sucesso absoluto dos anos 80. Nesse mesmo horário ouviu-se o sino tocar juntamente com o cartão de pontos do jovem administrador de empresas Renê que caminhava a um metro do chão por ter descoberto que vida só se manifesta no presente e que as pessoas dificilmente se encontram no presente por estarem presas ao passado ou vivenciando o futuro.
A jovem engenheira Marcela Urbano chegou cedo naquela quinta acompanhada de seu parceiro Wilson (um jovem velho terrorista na contagem regressiva para a autodestruição) que se sentia como um filho fugitivo em meio ao reduto dos loucos que aos poucos se formava no local. Marcela estava realmente concentrada e disposta a concluir de uma vez por todas o trabalho, o qual se proporá com o grupo. Na seqüência chegam ao recinto Renê e por ultimo, porém não atrasado Charles Muller (o Augusto), após os cumprimentos tem início a cerimônia do chá.
A cerimônia se inicia com uma breve citação do antigo ritual indígena do bastão, onde quem está c o bastão tem direito a voz na reunião para que assim possa se manter a ordem no grupo, o bastão foi substituído por um outro artefato indígena que fica pendurado à porta e serve não somente para enfeite como também para extrair o liquido proveniente da mandioca para posterior secagem em forma de farináceo.

Entre uma e outra xícara de chá, Renê nos participou de sua mais recente descoberta o qual foi surpreendido com um turbilhão de outras informações do velho grupo que citaram um sem fim de outras fontes do mesmo assunto inclusive o mestre “Osho” o guru dos rolls royces, que embora tenha dito varias verdades sobre o estado de presença do ser humano, utilizava-se de métodos e ostentava uma vida um tanto diferenciada para um guia espiritual (inclusive processado diversas vezes em vários países).
Renê se surpreendeu ao ver que seus companheiros já haviam aberto essa caixa de Pandora algumas vezes e mesmo assim ainda caminhavam com os pés no chão nessa mesma esfera terrestre. (é meu velho, enxergar a verdade é até fácil difícil é permanecer nela.)
Falaram também sobre umbanda, quimbanda, candomblé, todos os pontos riscados e traçados a cerca de entidades invisíveis (e depois ainda criticam termo quando o ator diz que incorpora o personagem), enfim... ops essa palavra por razões de força maior teve de ser censurada do texto.

Segundo Ato
As Ações

Relembraram saudosos os que participaram do retiro e os que tem marcado presença assídua em todas as reuniões Jamezianas, manifestando seus respectivos contentamentos e descobertas acerca da difícil arte de manter-se no presente constante. Relembraram também das pessoas que só estavam ali presentes em espírito como a fada sustentável, e do casal de ovelhas brancas desgarradas de Blumenau, lamentaram a ausência dos ausentes e brindaram a presença dos presentes. Comemoraram também a prorrogação do prazo para a entrega de seus trabalhos, porém se mantiveram firmes com mesmo slogam que levou a vitória o time da seleção de voley... _Não relaxa!
Discutiram também sobre as minhas intenções de permanência na fraternidade do riso, senti-me um pouco acuado, porém também encarei o desafio de aprender o fazer rir, uma vez que, tenho feito alguns laboratórios por conta própria em rio do sul no Bar Mexicano Pancho Villa, onde encarno um fora da lei atrapalhado de nome Ramirez Sozza e sob a trilha sonora de Los Mariachis, tenta convencer o público a beber mais tequila, para provarem sua bravura e entrarem no bando do pistoleiro e lutar por “La Revolucion”, uma espécie de Zé Pilintra mexicano. E na mesma praia do ridículo figuro também com o “palhaço Paparazzo” que atua em intervenções de outros artistas como músicos, horas como apresentador horas como fã, trabalhando a relação direta com o público, horas como branco, horas como augusto.
Após isso mais chá, Itajaí em cartaz pra deixar eu e minha parceira com água na boca por não termos nada p apresentar... Tudo bem ano que vem tem mais. Ah sim quase ia me esquecendo conversou-se também sobre linhas de estudos e de trabalho, sobre a importância de um grupo fechado, sem realmente fechar-se para o novo bem como para o mundo, mais abstrações e... fim do chá.


Terceiro Ato
A Despedida

Já era tarde da noite na pequena e pacata cidade de Itajaí quando o pacote de bolachas se acabou misteriosamente, um pequeno momento de silencio se fez enquanto o bastão passava de uma mão para outra, o casal que já enfadado da conversa se entre olharam procurando a melhor forma de despachar os aspirantes do riso, estes, por sua vez, sabendo do avançar das horas, também se apressaram em se despedir mergulhando mais uma vez na fria, pequena e pacata cidade de Itajaí enquanto a cidade acabava de assistir a mais um capitulo de Passione. Todos os seres terrestres adormeciam tranqüilos sem desconfiar dos planos malévolos do grupo secreto que ainda querem "Matá-los" de tanto rir.
Beijos e braços se seguiram de juras de amor e fidelidade eterna a essa nobre causa, até que o ronco do motor da Biz de marcela cortasse o silencio noite da cidade que adormecia.

Até o próximo encontro.
Salve a união as igrejas!
Haribol!
Axé Nago!
Amém Jesus, Maria e José!
Viva a Força da Palhaçaria!
Viva o Riso!
Viva!
Continua...

primeiro Dia OsPalias

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ospália: ccc e o Patch Adams

Ospália: ccc e o Patch Adams: "Patch Adams no programa Roda Viva Depois de rolar os filmes 'Mazaroppi - O Cineasta das Platéias' e 'Kung-fu Panda' e de uma folga do Cin..."

domingo, 22 de agosto de 2010

ccc e o Patch Adams

Patch Adams no programa Roda Viva


Depois de rolar os filmes "Mazaroppi - O Cineasta das Platéias" e "Kung-fu Panda" e de uma folga do Cine Clown Clube. Teremos a entrevista do Médico Patch Adams - o verdadeiro (não confundir com o Robbin Willians) no Programa Roda Viva.
Patch numa expedição ao Camboja
Depois da exibição do Vídeo (Se o pessoal não tiver morto de sono) será feita uma conversa sobre.

O CineClownClube acontece nesta Sexta-Feira dia 27 de agosto, às 20h e 30 min.No Espaço Triambakam, na rua Pedro Ferreira, 155, Sala 1204 -A, Centro, Itajaí

Se quiseres saber mais sobre Patch Adams acesse:
Fazendo um negócio da China
Grande Abraço a todos,
Charles Augusto

sábado, 7 de agosto de 2010

Mimo Chispa MiMe Balloon

Segue vídeo em homenagem ao Charles...

http://www.youtube.com/watch?v=g5t6imAcAD4&feature=related

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cine Clown Clube Com Mazzaropi

Nesta Sexta dia 6 continuará o CineClownClube, às 20h .
Rola lá no Espaço Triambakam na Rua Pedro Ferreira 155, sala 1204 A, Centro, Itajaí, SC

O filme dessa semana será "Mazzaropi - O Cineasta das platéias".
Gênero: Documentário
Direção: Luis Otávio Santi
Estreia: 2002
Duração: 52 minutos

SINOPSE - Mazzaropi conseguiu como artista e homem de negócios ser completo. Dirigia, escrevia, produzia, atuava, e quando chegou ao cinema já havia percorrido um caminho de glória e consagração no circo, no teatro, no rádio e na TV. Ao todo fez 32 filmes, 32 sucessos, nenhum fracasso. A fórmula de um cinema comercial bem-sucedido que se procura até hoje Mazzaropi encontrou muitos anos atrás. Fazendo uma comparação, ele rendeu mais em seu tempo do que Os Trapalhões e a Xuxa renderam com seus filmes até hoje. Neste documentário, produzido exclusivamente pelo Instituto Mazzaropi, tem-se a oportunidade de ver cenas de filmes, depoimentos de estudiosos, intelectuais, historiadores e artistas populares.

Mais sobre Mazzaropi:

Filmes que já forma vistos:
  • O baile
  • Noviembre

Lista de filmes que poderão ser vistos nas próximas sexta-feiras:

  • Cenas de palhaços em geral
  • O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
  • Todos do mazzaropi
  • O Equilibrista
  • Noites de Cabíria
  • A Vida é Bela
  • Doutores da Alegria
  • Os Palhaços
  • A estrada da Vida
  • Todos do chaplin
  • O carteiro e o poeta
  • Ensaio de orquestra
  • Todos dos Irmãos Marx
  • O maior espetáculo da terra
  • Todos do Buster Keaton
  • Muito além do jardim
  • Todos do Harold Lloyd
  • O mundo de Andy
  • Chaves
  • Todos do Gordo e Magro
  • Mr.Bean
  • Todos dos 3 patetas
  • Monty Python
  • A Vida de Brian
E ainda estamos abertos à sugestões....

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ata atrasada e amarrada

Enfim, a ata! No dia 31 de julho de 2010 foi realizado mais um encontro do Ospália. Estavam presentes James (o guerreiro por aguentar tanta bizarrice), Charles (o culpado por tudo isto), Janine (a apaixonada sustentável), Renê (o pedinte), Jô e Laércio (o casal concentrado), e eu (a mais idiota que nem número tinha). Inicialmente os trabalhos começaram com a Jô, a qual limpava o ambiente, enquanto Laércio lia seu jornal. Na seqüência, dentre braços, bocas, pernas, pés, dedos dos pés, maxilar...em seus íntimos movimentos em meios ao "velho, cada vez mais abandonado, o qual queria ser novo e ao novo que deixava o velho cada vez mais velho". Em seguida, todos voltaram-se para si deixando o velho e o novo entrarem, de alguma forma e em algum momento, em seus números e personagens na mais absoluta concentração e...iniciaram seus futuros trabalhos a serem apresentados (se tiverem coragem, é claro!) aos seus futuros públicos (os mais corajosos). Após, a hora aguardada, depois de James (coitado) olhar um por um, chegou! A apresentação iniciou e...foi engraçado ao ver Charles correndo de um canto ao outro, com suas bexigas babadas em sua boca, querendo nos dizer algo. Janine, a linda apaixonada, com sua revolta tímida com a humanidade que insiste na burrice que alastra e cospe em seus próprios quintais. Renê, o pedinte de dinheiro, o qual queria apenas nos convencer a dar-lhe um trocado à todo custo, e que convenceu até suas próprias camisas a fazerem o trabalho por ele...detalhe: ao som de sua voz, a qual soava uma canção que, minutos depois, nem ele mais a aguentava. Jô e Laércio, com seus passos, giros, chifres e geladeiras revoltadas nos deixou em meios á sentimentos de pena (do Laércio) e de bizarrices. E a pessoa que voz fala, a mais idiota do recinto, que iniciou (lá no ensaio) com uma bosta de sapatos com vida própria, porém, eles insistiam em prosseguir sem nenhuma independência...resultado: não apresentou um número sequer para o público que a aguardava, uma vergonha mundial!!...A pessoa ainda tenta buscar uma palhaça dentro de si que grita em meio a ecos...tem gente que não aprende mesmo! E por fim, o James, que está absolutamente colocando seu nome á prova...o menino vem lá de Blumenau para se deparar com tanta coisa esdrúxula e ainda corre o risco de ter o seu nome, no final de toda essa ospalice, divulgado! A pergunta é: James irá autorizar a exposição de seu nome desta maneira tão horrenda?? Podem votar e contribuir com o Ospália que precisa de dinheiro para mantê-lo o refém por mais alguns sábados. Enfim, após todas essas delongas, foram muitos palpites, opiniões positivas, negativas e conselhos para que todos não caiam em desesperos, principalmente eu que me perguntava e exclamava a todo instante: eu tô fudida, o quê que eu vou fazer agora??? A ata foi lida, revisada e assinada por todos presentes mencionados.

domingo, 1 de agosto de 2010

atei

Quarta.
Encontro Janine e Mônica no Triambakam.
Mônica já tem um número.
Mônica tem uma relação de filmes para o cineclown.
Mônica vai embora.
Eu e Janine conversamos sobre várias coisas. E Começamos o trabalho. Aquecimento ao som de Heavy metal do senhor ( mais uma vez). Janine mostra sua cena. Volta, volta e volta. Falo mais algumas coisas e ela...volta.
Lá vou eu faço minha cena ela vê e fala e eu volto. Na segunda passada da minha cena a Janine abre um bocão de sono... HI! ...acho que tem algo errado.
Saí com uma sensação de ter trabalhar mais a técnica. Encher balões é mais difícil do que eu pensava. Sustentar o público. Manter a relação.

Enfim...

HUGO POSSOLO

Gentem,

Ando vasculhando coisas , lendo textos, tentando me orientar nesse caminho palhacesco, se é que isso é possivel...
Entonces, vai aí um link pra quem quiser conhecer Hugo Possolo, o PALHAÇO BOMBA.

 http://www.youtube.com/watch?v=sz8kO_lKcso&feature=related
O video é curto , mas dá pra se ter uma noção interessante do artista que é.

Bom proveito!

Harold Lloyd



Harold Lloyd

Seu personagem - o jovem franzino, de óculos, chapéu de palha e terno, não necessariamente tímido, mas sempre desastrado - combinava uma certa densidade psicológica, tipo Chaplin, com uma inacreditável destreza física, tipo Keaton. Só em 1919 descobriu o fator decisivo para seu personagem: os óculos. Esta foi sua originalidade: criou um personagem absolutamente comum e apagado (sempre chamado Harold - no Brasil, Haroldo), a quem aconteciam as situações mais incomuns e que o faziam, sem querer, transformar-se em um super-homem. (retirado de Wikipedia)