Esse é o blog do Ospália. Aqui você poderá ver o que acontece e o que não acontece nos projetos Ospaliantes. Além de informações variadas sobre palhaços e arte de maneira geral.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ata atrasada e amarrada

Enfim, a ata! No dia 31 de julho de 2010 foi realizado mais um encontro do Ospália. Estavam presentes James (o guerreiro por aguentar tanta bizarrice), Charles (o culpado por tudo isto), Janine (a apaixonada sustentável), Renê (o pedinte), Jô e Laércio (o casal concentrado), e eu (a mais idiota que nem número tinha). Inicialmente os trabalhos começaram com a Jô, a qual limpava o ambiente, enquanto Laércio lia seu jornal. Na seqüência, dentre braços, bocas, pernas, pés, dedos dos pés, maxilar...em seus íntimos movimentos em meios ao "velho, cada vez mais abandonado, o qual queria ser novo e ao novo que deixava o velho cada vez mais velho". Em seguida, todos voltaram-se para si deixando o velho e o novo entrarem, de alguma forma e em algum momento, em seus números e personagens na mais absoluta concentração e...iniciaram seus futuros trabalhos a serem apresentados (se tiverem coragem, é claro!) aos seus futuros públicos (os mais corajosos). Após, a hora aguardada, depois de James (coitado) olhar um por um, chegou! A apresentação iniciou e...foi engraçado ao ver Charles correndo de um canto ao outro, com suas bexigas babadas em sua boca, querendo nos dizer algo. Janine, a linda apaixonada, com sua revolta tímida com a humanidade que insiste na burrice que alastra e cospe em seus próprios quintais. Renê, o pedinte de dinheiro, o qual queria apenas nos convencer a dar-lhe um trocado à todo custo, e que convenceu até suas próprias camisas a fazerem o trabalho por ele...detalhe: ao som de sua voz, a qual soava uma canção que, minutos depois, nem ele mais a aguentava. Jô e Laércio, com seus passos, giros, chifres e geladeiras revoltadas nos deixou em meios á sentimentos de pena (do Laércio) e de bizarrices. E a pessoa que voz fala, a mais idiota do recinto, que iniciou (lá no ensaio) com uma bosta de sapatos com vida própria, porém, eles insistiam em prosseguir sem nenhuma independência...resultado: não apresentou um número sequer para o público que a aguardava, uma vergonha mundial!!...A pessoa ainda tenta buscar uma palhaça dentro de si que grita em meio a ecos...tem gente que não aprende mesmo! E por fim, o James, que está absolutamente colocando seu nome á prova...o menino vem lá de Blumenau para se deparar com tanta coisa esdrúxula e ainda corre o risco de ter o seu nome, no final de toda essa ospalice, divulgado! A pergunta é: James irá autorizar a exposição de seu nome desta maneira tão horrenda?? Podem votar e contribuir com o Ospália que precisa de dinheiro para mantê-lo o refém por mais alguns sábados. Enfim, após todas essas delongas, foram muitos palpites, opiniões positivas, negativas e conselhos para que todos não caiam em desesperos, principalmente eu que me perguntava e exclamava a todo instante: eu tô fudida, o quê que eu vou fazer agora??? A ata foi lida, revisada e assinada por todos presentes mencionados.

domingo, 1 de agosto de 2010

atei

Quarta.
Encontro Janine e Mônica no Triambakam.
Mônica já tem um número.
Mônica tem uma relação de filmes para o cineclown.
Mônica vai embora.
Eu e Janine conversamos sobre várias coisas. E Começamos o trabalho. Aquecimento ao som de Heavy metal do senhor ( mais uma vez). Janine mostra sua cena. Volta, volta e volta. Falo mais algumas coisas e ela...volta.
Lá vou eu faço minha cena ela vê e fala e eu volto. Na segunda passada da minha cena a Janine abre um bocão de sono... HI! ...acho que tem algo errado.
Saí com uma sensação de ter trabalhar mais a técnica. Encher balões é mais difícil do que eu pensava. Sustentar o público. Manter a relação.

Enfim...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

UNA ATA DURA

O Encontro Ospaliano de sábado, 24/07, começou na quinta, 22/07,na sede da Andante, com as presenças de Jô, Janine, Alexandre, Renê, Charles e Laércio. Aquecimento até chegar naquilo que estamos chamando de dança pessoal (...). Após, Charles demonstrou o material de sua cena, o qual foi solicitado à repetição (ninguém entendeu nada!). Após a segunda apresentação a platéia ficou com vergonha de pedir mais uma, o melhor foi ficar sem entender mesmo! Foram feitos vários comentários, ideias, e etc, para que o Charles faça algo pra tentar melhorar aquela bosta. Em seguida foi a vez do René. Ele sempre entra muito ‘aberto’ e daí fica aquele negócio de inventar tudo na hora, tentando dar conta de improvisar uma coisa atrás da outra, uma merda! Mas como o público é bem condescendente falaram que tudo estava muito... lindo, maravilhoso, muito legal, uhuuu e criativo, só tem que modificar uma ou outra coisinha, como por exemplo, não improvisar nunca mais. Ou seja, estabelecer uma partitura e segui-la fielmente. O pobre foi anotando num bloquinho tudo o que a assistência falava, talvez no intuito daquele aprendizado de ‘já sei o que NÃO devo fazer...’
Em seguida estabeleceu-se aquela tensão: a Janine não querendo apresentar, Laércio e Jô encagaçados sem nada pra mostrar e o Alexandre como um ‘dois de paus’ assobiando e olhando para cima, tentando disfarçar.
Com o tardar das horas, o casal-dono-da-sede começou as indiretas e as visitas ‘se tocaram’ e foram saindo de fininho. Alguns se amarraram mais, outros menos. Ficou marcado que o grupo se encontraria ali mesmo na Sede da Andante no sábado, às 9 da matina, para uma saída de campo.

No sábado, às 09:30 h, o Charles e a Nice Dotopanêta (sua namorada), se esguelando no portão para acordar o casal. A Janine não apareceu com a desculpa que tinha que salvar minhocas (é a mais pura realidade!). Alexandre não deu as caras porque tinha que salvar o mundo (sic). Renê inventou de ir aprender a dar passes mágicos num tri-terreiro. Depois dos preparativos todos, os quatro heróis vão para a saída de campo na direção do bairro São Viça, vulgo São Vicente. Já começou errado porque era pra ir pro campo e acabaram indo pra cidade, mesmo sendo um bairro. Lá chegando, estacionaram e desembarcaram no pátio da Igreja e saíram caminhando pela rua principal da perifa. A idéia era interferir e ‘ser interferido’. Resumo: quando tava ficando bom, encerrou-se porque era hora do almoço e os palhaços já estavam caindo pelas tabelas. Segundo comentários, todos aproveitaram bem a experiência.

Almoço na casa do Charles, preparado pela dona Vera. Antes da entrada da sobremesa o Charles se deu conta que já eram 14:05 h, ou seja, estávamos atrasados para o encontro vespertino na sede do Porto Cênico. Engolindo rapidamente o cafezinho saímos em carreira, esbaforidos. Chegando no Porto, James e Janine já aguardavam, distribuindo sorrisos amarelos a todos. Subimos e iniciamos o aquecimento. Alonga, estica, puxa; James trabalha com movimentos de corpo contraindo e expandindo no deslocamento, integrando com a respiração. Não necessariamente a inspiração acompanha a expansão e vice-versa, mas enfatiza a atenção no processo. Depois solicita que se busque elementos de matrizes de exercícios anteriores sem se prender em reproduzi-los, mas agregando ao que se estava fazendo. Todos demonstraram um bom empenho, um ótimo empenho pra falar a verdade, mas ficou nisso: só no empenho. James pede que nos agrupemos e inicia a leitura de uns trechos do livro “O Palhaço-bomba”, de Hugo Possolo, para reflexão. Vários comentários, elocubrações filosóficas, cosmológicas e etc. Reflexão, nenhuma. Depois que todo mundo tava bem frio, que já tínhamos perdido todo o aquecimento inicial, o dito cujo manda que realizemos nossas cenas. Neste momento a Nice acorda (ou já tinha acordado antes, não recordo). Jô e Laércio como estavam circulando de bobeira por ali são os primeiros. Durante o aquecimento (sic) até que fizeram umas coisinhas bem legais-zinhas, mas quando tentaram repetir, deu-no-que-deu: aquela cacáca de sempre. A platéia foi de novo condescendente e o James mais ainda, inclusive inventando alguns elementos ‘aproveitáveis’, tudo mentira. Depois foi a vez do Charles tentando encher balões. Ao final do encontro o James até orientou a compra de balões de outras marcas porque com balões bagaça fica impossível: é só angústia na platéia. Para finalizar o encontro desse sábado a Fada Pânqui entra em cena se recusando a colocar o nariz verde (talvez algum trauma, isso não ficou bem claro). James orientou pra falar menos ou não falar nada. Se não aparecesse em cena talvez fosse melhor ainda. No final descobrimos que a Fada apaixonou-se pelo Jardineiro Fiel.

Para piorar aquilo que parecia não poder ficar pior, o Charles esqueceu o salário do James e ainda fez o cara perder o busão das 18 horas. Tivemos que ir para a sede da Andante fazer um lanche reforçado para tentar acalmar os ânimos porque o alemão estava soltando fogo pelas ventas. Depois de forrar o bucho, mais calmo e arrotando, foi levado à rodoviária e despachado via auto-viação. Lavo e passo a ata e ainda assino. Laércio Amaral.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Atália 17 de julho

Primeira saída na rua do grupo Ospália, sábado de manhã, chuva e frio, a princípio o cenário não era muito animador e lá fomos nós Charles, Janine e Renê sem ter o compromisso de ter que fazer algo, somente querendo aprender a se deixar afetar.
Nada mais justo que a primeira saída do grupo ser na Rua Hercílio Luz de Itajaí. E começamos a interferir na rotina das pessoas "sem" grandes acontecimentos, quando lá da outra ponta da rua bem distante de onde estávamos escutamos "Primeiro desfile de agricultores de Itajaí aqui na Rua Hercílio luz" no mesmo instante nos olhamos e sem pensar muito fomos correndo para lá. Encontramos máquinas de todos os tamanhos, sanfoneiros, plantas do cultivo dos agricultores, além dos agricultores, pessoas humildes e muito receptivas com a nossa presença. Lá estavam as autoridades da cidade como vereadores e prefeito e os operadores de câmera querendo evitar nos filmar, onde não tiveram muito sucesso, pois, estávamos nos divertindo com tudo que passava ...Após o desfile estávamos com uma sensação de bem estar, era como se tivéssemos comido uma bela sopa de feijão numa noite fria de inverno.
Tínhamos encontro à tarde, por isso, nós encerramos a intervenção. Cada um foi almoçar em sua casa. E às 14h estávamos na Sede da Cia Andante e agora sim chovia. Éramos nós três e o James. Não começamos esse encontro com aquecimento muscular, mas, sim com o aquecimento derivado da degustação contínua de café. Comemos também algumas bolachinhas. Conversamos sobre várias coisas relacionadas ao palhaço, contamos para o James alguns acontecimentos do retiro que fizemos com a Tica (Mariane Consentino). Piramos mais um pouco e fomos trabalhar. Fizemos um trabalho físico construímos algumas matrizes e depois mostramos nossos rascunhos de cenas. Alguma coisa começa a despontar no horizonte, mas, não é o sol é um nariz vermelho. Porque o sol nem sinal, dias e dias de chuva, eu (Janine) cheguei toda molhada! Levei as imagens que me inspiram e um texto do Eduardo Galeano que o James recortou e deu frases para cada um utilizar na sua improvisação. Sim o discurso me persegue!O Charles apresentou sua improvisação criada durante a semana. A idéia de um balonista, sem balão, que ele esqueceu, hehehe, coisas de palhaço! Tô dizendo que essa história de trazer a tona o palhaço interfere na vida pessoal! Fica mais fácil tropeçar, esquecer... O René apresentou a sua improvisação também criada em casa. Brincando com camisas nos braços que ganham vida e se revoltam contra ele. Bom, René e Charles não falei no encontro, falei no Retiro e insisto eu amei a improvisação que fizeram no Retiro, a primeira. Charles, tu com o ajudante de pescador. E tu, René, como morador de rua. Ambas lindas e comoventes! Eu acho que poderiam trabalhar nelas para o Cabaret, mesmo que criem outras, mas não percam essas.A minha improvisação eu não gostei, um homem com uma voz grossa querendo ganhar o Nobel da Paz, não, não! Fiquei com a sensação de que sei o que não quero, mas não sei bem como fazer o que quero, mas já está fluindo, domingo de manhã já senti o resultado do trabalho de sábado!
Encerramos com mais comes e conversas!

Autoria: Renê, Janine e Charles

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Atália = Ata d´Ospália

Itajaí, sábado - 14hrs - 18hrs, 26 de junho de 2010

Cheguei ao Porto Cênico e todos esperavam na rua sob o sol forte e quente de inverno. A chave ainda não havia comparecido com o ar de sua graça! Até que chegou sob a guarda da Valéria.
O trabalho iniciou como de praxe com aquecimentos físicos individuais! A proposta foi cada um sintetizar 5 gestos, movimentos, pelo menos foi o que entendi e o que me lembro.
O resultadofoi apresentada em roda.
Eu escolhi 5 emoções que predominam em minha personalidade. Bom, se alguém não usou esse critério o resultado não pingou longe disso, como fugir do que estamos?
Fomos organizados conforme proposta de trabalho já em caminho. Solo, duplas, trios!
Somando as partituras anteriores as frases escolhidas dentre várias espalhadas pelo chão fizemos uma improvisação. Me lembrou o teatro jornal do Teatro do Oprimido já que vinham todos de jornais, creio que todas do mais pop dos jornais, o Diarinho.
Saiu diversas como o pássaro TRE, tatuagem da cadela, a revolta da geladeiras, homem de chifre não sei o que, o homem banco...
Para mim o trabalho foi nesse dia muito produtivo já que a comunicação no grupo fluiu melhor. Sem falar que o clima estava mais ameno com tanto sol!
Teoria:
“Apropriei-me do espaço externo como parte indispensável do meu eu interno.” Mestra Jô Fornari
“Estar fisicamente presente é estar em uma terra animada e viver como uma imagem do que querem ver é estar numa terra devastada.”
“A prática de corpar restaura nosso senso de sanidade, estabelece o senso de sermos uma entidade.” Ambas do livro O Mito e o Corpo de Stanley Keleman
“A emoção do momento se revela na contratura muscular.” Ou algo parecido, quem disse?
“Quanto mais profunda a emoção maior seu alcance, como uma árvore que tem na mesma medida copa e raízes como um espelho.” Eu (escrito não pronunciado no encontro)
“É preciso acreditar para se fazer crer.” Quem?
Missão cumprida!

terça-feira, 29 de junho de 2010

lembranças do encontro do dia 19 junho postadas no dia 29 de junho

Quarto encontro d’Ospália, eu sou o responsável por fazer um relato. Passados 10 dias do referido acontecimento. Ainda não fiz o que deveria ter feito. E cada vez, fica mais complicado, pois, os detalhes do encontro vão ficando escondidos no meio dos turbilhões de pensamentos, que lotam dia-a-dia, a nossa mente.

"SOCORRO!!! Alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha.
Por favor, alguma ilusão pequena qualquer coisa.
Qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos deve haver algum que sirva!'
(Arnaldo Antunes)

Enfim....
E o relato ou ata como alguns gostam de dizer?
Ainda não escrevi.
Numa outra postagem, o Renê perguntou o que era Ata.
Bom, Renê te confesso que não sei o que quer dizer “ata”. Sei que é um relato de uma reunião e que segue algum modelo de formatação. Mas o quer dizer eu não sei. Como não quero seguir modelos de formatação. Vou escrever uma des-ata do quarto encontro do Ospália:

Lembro dá luz que veio do vazio.
Lembro do Paulo dizendo para eu escrever sobre o vazio.
Lembro que joguei com o Paulo e com a Ana

Não lembro mais nada.
...
Lembro que o trio: Ana, Charles e Paulo. Brincou e gostamos disso.
Lembro que o contato físico com o parceiro de jogo deve ser feito se tiver uma confiança no companheiro de cena e uma atenção redobrada para os sinais que o companheiro te emite.
Lembro que chegamos lá de carro juntamente com a Jô o Laércio.

Não lembro mais nada.

Lembro d'uma folhagem no lugar onde tinha goteira e do James falando que ia deixar lá, porque, assim evita de molhar o chão e rega a planta ao mesmo tempo.
Lembro que era pra ter levado os narizes, porém, teve gente que não levou.
Lembro que as improvisações foram legais

Não lembro de mais nada.

Lembro de no início ter medo, pois só tinha seis ospálias no encontro sendo que atualmente, somos onze, medo do projeto terminar com poucas pessoas. Depois desapeguei, e fui fazer o meu trabalho que é participar do grupo. O resto é conseqüência. Bem que no encontro seguinte, já tinha mais presenças. Ops... Não é pra escrever sobre o quinto encontro. É pra escrever sobre o quarto encontro. É isso que dá demorar pra escrever o relato.

Bom é isso leitores

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Relato do terceiro encontro

Pontualmente no dia de hoje, e na hora de hoje nos reunimos (Ospália) na sede do Porto Cênico e dessa vez, nós entramos!

James conduzindo o trabalho, iniciamos trazendo nossos pensamentos para o local(nossa agora pensei como seria eu trazendo meu pensamento para um local?), através de movimentos que nosso corpo sentia necessidade (obs: passando muito frionos pés) alternando os ritmos, transpondo o peso do corpo para determinada regiões a partir disso começamos a pesquisar esses movimento, acrescentando o olhar e buscando sentir as sensações de alguma coisa que você criou exemplos do James: Flor, semente, cachoeira e por ai vai.... e tentar trazer isso de uma forma humana, o importante era sentir as sensações, bom pessoal não sei se conseguiram identificar mais eu tentei fazer um relógio e sentir as sensações do vento.... entenderam?Conforme foi desenvolvendo os movimentos James pediu que escolhêssemos três deles e encontrasse alguém para jogar com você, buscando a interação como parceiro através da improvisação depois de algum tempo de jogo com o parceiro formamos um mini público e cada duplo ou trio formado se apresentou, assim ao final das apresentações iniciamos uma “discussão” sobre o que poderíamos melhorar e ampliar a visão das possibilidades, ressaltamos a profundidade das pequenas coisas e a importância de acreditar no que estou fazendo, entretanto compartilhando isso como público de uma forma Clownesca (essa palavra existe?) Tentando fazer algo para dar certo que o objetivo é dar errado que é o que interessa. Sem mais nem menos encerro no dia de hoje e na hora de hoje a minha ATA. Aproveitando o que significa ATA? Espero que passe na prova.
Assinado: ReNê CarValhO.

sábado, 12 de junho de 2010

ATA D’OSPÁLIA

Pontualmente no dia de hoje, e na hora de hoje nos reunimos (Ospália) na sede do porto cênico e dessa vez, nós entramos!
James conduzindo o trabalho, iniciamos tranzendo nosso pensamento para o local (nossa agora eu pensei como seria eu trazendo meu pensamento para um local?), através de movimentos que nosso corpo sentia necessidade (obs: passando muito frio nos pês) alternando os ritmos, transpondo o peso do corpo para determinadas regiões e a partir disso começamos a pesquisar esses movimento, acrescentando o olhar e buscando sentir as sensações de alguma coisa que vocÊ criou exemplos que James citou: Flor, semente, cachoeira e por ai vai...e tentar trazer isso de uma forma humana, o importante era sentir as sensações.
Conforme foi desenvolvendo os movimentos James pediu escolhessêsmos três deles e encontrasse alguém para jogar com você, buscando a interação com o parceiro atravês da improvisação depois de algum tempo de jogo com o parceiro formamos um mini público e cada dupla ou trio formado se apresentou, assim ao final da apresentação iniciamos uma "discussão" sobre o que poderíamos melhorar e ampliar a visão das possibilidades, ressaltamos a profundidade das pequenas coisas e a importância de acreditar no que estou fazendo, entretanto compartilhando isso com o público de uma forma clownesca, tentando fazer algo para dar certo que o objetivo é dar errado que é o que mais interessa.
Sem mais nem menos encerro no dia de hoje e na hora de hoje a minha ATA.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ATA DO SEGUNDO ENCONTRO


ATA D’OSPÁLIA


Fui democraticamente indicada para secretariar o segundo encontro do grupo Ospália. Como é de minha extrema competência (pois vivo disso e ganho muito bem pelo desempenho) fazer atas de reuniões, aceitei gentilmente e sem pestanejar esse distinto e honrado ofício.

Assim que... Tentarei.


"Aos cinco dias do mês de junho do ano de dois mil e dez, reuniram-se na sede da Cia Andante o pessoal D´Ospália. Por quê? Bem, porque o Osmar trancou a Sede do Porto Cênico e esqueceu a chave lá dentro, impossibilitando-nos de entrar. Então para salvar o bando de palhaços desesperados, o encontro novamente aconteceu na sede da Cia Andante. Treze pessoas estavam presentes numa pequena sala de chão de madeira cor castanho desbotado, tentando por todas as forças, alongar, esticar, puxar, expandir, crescer, transcender, enfim, essas coisas que o povo do teatro faz antes de entrar diretamente pro trabalho de cena. Era um vendaval de mãos, pernas, braços, cabeças e narizes tentando encontrar seu lugar ao sol, digo à sala, pra poder fazer o que o chefe-mor James Beck, o distinto instrutor , solicitava do grupo. Finalizando o aquecimento cada ator selecionou 3 matrizes corporais que surgiram. E não é que deu certo?! Todos se esquentaram bem e pasmem... sem nenhum arranhão... Ufaaaa!!! James propôs em seguida um exercício simples (bem, nem tão simples assim...) que consistia em: uma dupla deveria apenas intercalar os olhares. Entre eles e entre o público, no caso, nós que assistíamos. Enquanto o ator 1 olhava para o público e fazia qualquer coisa ou coisa nenhuma, seu parceiro de cena, o ator 2, deveria focar seu olhar no ator 1. E assim , iam se revezando , um olhava para a platéia e o outro olhava para aquele que estava olhando para a platéia e quando aquele q estava com a platéia dirigia o olhar pro parceiro, este deveria dirigir seu olhar para a platéia . Uma espécie de triangulação e claro, um jogo. Dentre as sete improvisações que aconteceram, muitas imagens e jogos interessantes, assim como, um monte de bobagens e coisas inúteis, fúteis, ridículas e nojentas estiveram presente. No final do exercício, uma roda redonda e as avaliações e impressões sobre as improvisações. Ainda como um último exercício, em grupos de 3 ou 4 pessoas, foi proposto uma integração, um diálogo entre as matrizes corporais de cada um, aquelas lá do aquecimento . Propostas inovadoras, conceituais, com toda uma idéia por trás, estruturas cênicas e outras cositas mas apareceram .Vale destacar que, todos os jogos e exercícios foram realizados sem o uso da máscara, o NARIZ. Ops... Sem nariz?! Mesmo? Não... sim, tinha nariz! Peraí, não to lembrada, mas... se não tinha nariz, por que parecia que eram palhaços? Então, como toda Boa Ata, na próxima esclareço este fato. Mas enfim, mais um encontro chegou ao final e todos ficaram felizes e contentes, saltitantes e eufóricos, mas... O que ficou mesmo desse encontro? Ah, sim... PORRRR FAVORRRR, sem mí-mi-ca!!! Finalmente, sem mais, eu, Jô Fornari, lavro e assino esta ata, da qual dou fé, jurando por DEUS que é tudo verdade."

quarta-feira, 2 de junho de 2010

“Onde vamos parar?” (ou a nuvem de todos)

Abrimos Ospália na sede da Cia Andante. A proposta do projeto foi mais uma vez apresentada e, por sua vez, discutida. Os integrantes presentes no último sábado (30/05) à noite também se apresentaram.

As trajetórias distintas de cada um se entrelaçam com a vivência de algo marcante e prazeroso: a (re)descoberta do palhaço.

Sobre esse prazer, antes de pegar o táxi com a Nice para ir a um jantar dançante, o Charles contou ao grupo da sensação que teve na manhã desse mesmo sábado numa saída do Pimentão pelas ruas de Itajaí.

Trocando em miúdos, Charles comentou que algumas pessoas não olhavam o clown. Seja por aversão, timidez, distração ou pressa. “Sem querer eu percebi que as coisas que davam certo, ficavam mais comigo do que as que davam errado”, contou.

Relembro por uma quase-nuvem de tags (abaixo) alguns fragmentos de frases e palavras que foram compartilhadas entre o coletivo no dia 30 de maio. Talvez esses fragmentos preciosos ajudem a responder a pergunta título desse post que também é uma citação do primeiro encontro.

“Minha ALMA anseia por essa experiência.”

Artista Pesquisador Ecoclows Platão

Conexões entre as coisas. Atenção Delicadeza Pepe Nuñes

Lirismo Grotesco “Melhor pegar o elevador até o 14º e ir andando até o 15º.”

EXPLORARVi pouco, li pouco...tem que correr atrás.”

Clown xamã Palhaço moderno Cabeça bOla riso

“Depois a gente não sabe por que as crianças ficam assim, querendo fazer clown”.

Além do entretenimento. rua tempo

“Já pensou se todas as pessoas fossem palhaços?!”. AGENTE DE CURA. Coisas profundas

“Se um dia houver uma revolução clown, ela vai PERDER.”

Já começou! Parar, aonde vai?