beijinhos da PÓC
sexta-feira, 8 de abril de 2011
EI VOCÊ! É, você mesmo...dona palhaça!
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sábado, 26 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Dia Nacional do Circo em Itajaí

Dia Nacional do Circo em Itajaí

sexta-feira, 18 de março de 2011
Iniciou hoje Curso de Clown “Nos primeiros tropeços”

Reportagem do blogue do setor de Arte e Cultura da UNIVALI
Por Marcia Peixe
A sala multiuso da Biblioteca Central da UNIVALI foi o cenário para a primeira aula do curso de Clown "Nos primeiros Tropeços". Logo pela manhã, por volta das oito horas os participantes começaram chegar. As almofadas dispostas em forma de círculo deram ao ambiente um aspecto de integração.
O primeiro passo foi á apresentação, o grupo foi convidado a falar um pouquinho sobre sua vida, sua trajetória e em seguida desafiado á ir ao centro do círculo e fazer algo que "Seja Bem Feito". Essa foi à dinâmica escolhida pelo professor Charles Augusto, coordenador do curso. A proposta fez com que os participantes trocassem experiências e demonstrassem o que há de melhor em cada um.
O curso é de modo geral, uma ferramenta para descobrir, aperfeiçoar e preencher lacunas que existe dentro de cada pessoa. O que pode ser visto entre os participantes é gosto em comum pela arte e a fascinante busca pelo sorriso, sem distinção de classe social, gênero, faixa etária ou área profissional.
As aulas que iniciaram hoje, sexta-feira 18 de março, são ministradas na sala multiuso 03 da Biblioteca Central na UNIVALI Itajaí. O término do curso está previsto para o dia 10 de junho. Mais informações: (47) 9946-6070
quarta-feira, 2 de março de 2011
Nos Primeiros Tropeços... - Curso de Clown

Ministrante: Charles Augusto
Apresentação :
Sobre o Clown* (Federico Fellini)
"O clown encarna os traços da criatura fantástica, que exprime o lado irracional do homem, a parte do instinto, o rebelde a contestar a ordem superior que há em cada um de nós.
É uma caricatura do homem como animal e criança, como enganado e enganador. É um espelho em que o homem se reflete de maneira grotesca, deformada, e vê a sua imagem torpe. É a sombra.
O clown sempre existirá. Pois está fora de cogitação indagar se a sombra morreu, se a sombra morre.
Para que ela morra, o sol tem de estar a pique sobre a cabeça. A sombra desaparece e o homem, inteiramente iluminado, perde seus lados caricaturescos, grotescos, disformes. Diante duma criatura tão realizada, o clown, entendido no aspecto disforme, perderia a razão de existir. O clown, é evidente, não teria sumido, apenas seria assimilado. Noutras palavras, o irracional, o infantil, o instintivo já não seriam vistos com o olhar deformador que os torna disformes.
Por acaso São Francisco não definiu a si mesmo como jogral de Deus?
Lao Tsé afirmava: Quando produzas um pensamento, te ri dele."
*Este texto é um excerto do comentário que fez Fellini a seu filme I Clowns, feito para a televisão em 1970. In ""Fellini por Fellini", L&PM Editores Ltda., Porto Alegre, 1974, págs. 1-7. Tradução de Paulo Hecker Filho.
O curso:
Partindo dessa reflexão o curso visa estimular o contato do índividuo com seus aspectos ingênuos e rídiculos que normalmente são escondidos no cotidiano tendo como principal objetivo a relação desses aspectos (rídiculos e ingênuos) com o espectador. Tudo isso num ambiente de coletividade.
O curso também tem como objetivos.
1-Incentivar a relação de confiança entre o grupo e promover um ambiente de descontração, espontaneidade através de jogos e brincadeiras
2-Despertar o corpo para o jogo cênico através de exercícios corporais que viabilizem um estado de atenção e espontaneidade própio para o trabalho.
3- Experimentar príncipios essenciais ao trabalho de palhaçaria como a triângulação (Foco-Percepção-Ação), a entrega, a relação direta com público. Além do contato com a menor máscara do mundo ( o nariz vermelho).
O trabalho prático de experimentação é a base do curso embora também seja trabalhado referências teóricas e discussões a partir delas. As discussões teóricas podem ser acompanhadas de quitutes, café, chá, suco...
O Trabalho prático será exercitado através de Exercícios corporais, jogos e brincadeiras, atividades de exposição pessoal, sensibilização e improvisações cênicas.
Currículo resumido:
Charles Augusto de Oliveira é palhaço, pesquisador e coordenador do projeto Ospália – Coletivo de palhaços em pesquisa (www.ospalia.blogspot.com), também coordenou o 1° Encontro de palhaços de Itajaí em Novembro de 2010. Iniciou o trabalho com o teatro em 2002, participando, desde então, de vários espetáculos: "O noviço", O Rapto das Cebolinhas", "O filhote de elefante", "Uhuú a História é nossa" entre outros. Formou-se na prática da linguagem da comédia através de intervenções urbanas e montagem de espetáculos de palhaço, fez cursos com Pepe Nunes (Florianópolis), Marianne Consentino (Recife), Ângela de Castro (Londres), James Beck (Blumenau), Ricardo Puccetti (Campinas), Ésio Magalhães (Campinas), entre outros. Em 2010 apresentou o espetáculo clown "Faca de dois (Le)gumes (Blumenau-SC), e no mesmo ano apresentou o Cabaré Ospália dentro da programação do 1° Encontro de palhaços de Itajaí, atualmente apresenta a performance palhacística "AEROSTATO" .
A arte do palhaço conquista Itajaí
Reportagem publicada no Jornal Cobaia da UNIVALI em 30 de junho de 2010. A mesma matéria pode ser encontrada no site do setor de Arte e Cultura da UNIVALI.
Por Camila Gonçalves e Clara Rosália
O público é seleto, cerca de 25 pessoas. A maioria ligada ao teatro. Toc, toc, toc... A plateia, ao lado de fora, olha espantada para a porta, que se mantém fechada. Toc, toc, toc... O barulho vem de dentro.
- Oh gente, quando eu bater é pra vocês entrarem, tá!?.
A fala é de um jovem caracterizado de palhaço pouco depois de abrir a porta.
Nem palco, nem picadeiro. A passagem é para uma sala no Serviço Social do Comércio (Sesc) de Itajaí, onde jovens atores aguardam a entrada da plateia. Esta é a terceira oficina de palhaço no município - a segunda ministrada pela atriz argentina Laura Correa, de 33 anos. Hoje, a arte do palhaço também é conhecida como Clown, palavra de origem inglesa já introduzida na Língua Portuguesa.
O estudo sobre palhaços vem conquistando os atores da cidade. Segundo o responsável pelo setor de cultura do Sesc, Marcelo Moraes, a primeira oficina específica sobre o tema no município foi em 2008. E o estudo especializado começou bem, tendo como professor, nada menos que o ator Pepe Nuñez. Nascido na Espanha, veio para Florianópolis em 2000 e é considerado um dos maiores palhaços do Brasil e reconhecido internacionalmente. Este ano, voltou a Itajaí para continuar a formação de Clowns com uma segunda oficina.
O ator e diretor Valentim Shmoeler, de 54 anos, comenta que a vinda de Pepe Nuñez a Itajaí instigou os jovens a se aprofundarem na arte de fazer rir. Mas lembra que há décadas o palhaço está presente no meio artístico da cidade, inserido em peças teatrais. Muitas vezes, explica Valentim, trabalha nas suas montagens com o palhaço, de uma forma sutil, sem o adereço mais característico do personagem, o nariz. Charles Chaplin é um grande exemplo de palhaço que dispensou o narigão vermelho. “Tomara que essa moda pegue pra valer, que se leve a sério, se aproveite e disso saia uma grande palhaçada”, brinca Valentim.
Enquanto jovens atores desbravam a arte clown, o público catarinense já está acostumado com grandes palhaços. O Teatro Biriba faz sucesso e só em Itajaí passou um ano em temporada. Ano passado Florianópolis sediou o Anjos do Picadeiro – Encontro Internacional de Palhaços.
Linguagem do palhaço como ferramenta de estudo
Embora tenha antecessores, como os palhaços interpretados por Guilherme Peixoto, da Companhia Mútua, e Sebastião Oliveira, o Seba, só em 2008 foi criado um grupo específico de clown em Itajaí. Charles Augusto, de 24 anos, e a colega Ana Peres Batista fundaram o Laboratório Experimental de Gargalhadas, Urros, Música Etc..., o L.E.G.U.M.E Palhaços. A dupla trabalha em Itajaí e Blumenau, com espetáculos e intervenções nas ruas. No último fim de semana de maio deste ano, o L.E.G.U.M.E. iniciou um grupo de estudos em Itajaí para se aprofundar na linguagem do palhaço. Ospália – Coletivo de Palhaços em Pesquisa, reúne 15 pessoas todos os fins de semana até agosto na sede do grupo teatral Porto Cênico. O ator James Beck, de Blumenau, foi convidado para orientar o grupo.
“O movimento está se iniciando. As pessoas começaram a estudar de dois anos pra cá”, comenta Charles Augusto. O ator se refere à primeira oficina de clown em Itajaí, com Pepe Nuñez. O próprio Charles, depois de fazer a oficina, vislumbrou o palhaço como profissão.
Palhaço é pra adulto
É noite de quarta-feira, dia 03 de junho, no Teatro Municipal de Itajaí. O palhaço Pepe surge da ultima fileira, apressado e carregando um guarda-chuva aberto. Até chegar ao palco vai pedindo passagem entre as poltronas. Muitas crianças fazem parte da plateia. Hoje elas são um grande público “consumidor” de palhaços, mas a arte do clown é bem mais adulta do que muita gente pensa. Ela não foi feita para os pequenos. “Basicamente, o palhaço é um crítico da ordem estabelecida e mostra o lado oculto (...) só que faz isso através do riso, da poesia, do lirismo”, explica Pepe Nuñez.
A intenção é rir de si mesmo, dos erros e bizarrices que tentamos esconder em público. O palhaço pode ser considerado símbolo da pobreza e do atraso do sistema econômico e social. As roupas desconcertadas no tamanho mostram que foram doadas por alguém maior ou menor que o palhaço. O nariz ficou avermelhado depois de tanto se embebedar. E é esta decadência e vulnerabilidade que atrai tanta gente para arte do Clown. A curiosidade sobre esta arte milenar hoje é tendência mundial.
Pepe, com seus 25 anos de experiência como palhaço, trabalha nas oficinas o crescimento pessoal e o autoconhecimento dos alunos. Conta que muitos atores chegam armados, tentando interpretar um personagem já escrito. Mas, o palhaço é natural. É a busca pelo próprio lado cômico.
A atriz Laura Correa é formada em Buenos Aires em Artes Cênicas e Cinematográfica. Ministrou duas das quatro oficinas de clown em Itajaí. “Para mim, o clown é uma liberdade expressiva para o ator”. Para Valentim Shmoeler, o ator quando interpreta um bom palhaço está no auge da profissão, tamanha é a dificuldade de se construir e atuar como clown.